Projeto prevê tarifa zero de ônibus, metrô e ferry na Bahia; aos detalhes

Projeto prevê tarifa zero de ônibus, metrô e ferry na Bahia; aos detalhes

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Ulisses Dumas

Publicado em 09/01/2026 às 08:37 / Leia em 2 minutos

O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) apresentou uma indicação na Assembleia Legislativa da Bahia solicitando ao governador Jerônimo Rodrigues a elaboração de estudos técnicos detalhados para a implantação da política de Tarifa Zero no transporte público estadual, incluindo os sistemas metropolitano, metroviário e aquaviário.

Para o autor da proposta, a enfrenta diretamente um dos principais fatores de desigualdade social no estado: o alto custo do transporte público, que pesa diariamente no orçamento da população trabalhadora. “O aumento permanente das tarifas afasta usuários, piora o serviço e empurra a população para soluções precárias. Transporte público não pode ser tratado como mercadoria; é um direito social”, defende o parlamentar.

A indicação prevê que os estudos analisem os custos reais do sistema, as fontes alternativas de financiamento, a integração entre os modais e os impactos sociais, econômicos e ambientais da Tarifa Zero. Ainda de acordo com o deputado, experiências já consolidadas em mais de 110 municípios brasileiros demonstram que o modelo é viável e traz benefícios concretos, como o aumento do número de passageiros, a melhoria da frota, a geração de empregos, o estímulo ao comércio local, além da redução da poluição e dos acidentes de trânsito.

Ele destaca também que a proposta dialoga com iniciativas nacionais, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Sistema Único de Mobilidade Urbana (SUM), de autoria da deputada federal Luiza Erundina (PSOL), que busca garantir financiamento público permanente ao transporte coletivo e fortalecer políticas como a Tarifa Zero.

“A Tarifa Zero amplia o acesso à cidade, garante o direito de ir e vir, facilita o acesso à saúde, à educação e ao trabalho, e faz a economia girar nos bairros populares. É uma medida de justiça social”, reforça Coelho.

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