Orquestra Afrosinfônica inicia temporada de ensaios abertos no Pelourinho

Orquestra Afrosinfônica inicia temporada de ensaios abertos no Pelourinho

Redação Alô Alô Bahia

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Pedro Soares/Divulgação

Publicado em 09/01/2026 às 15:47 / Leia em 3 minutos

A Orquestra Afrosinfônica retoma os ensaios abertos a partir da próxima terça-feira (13), às 19h, na Casa da Ponte, nº 10, no Largo do Pelourinho. Nesta edição de Verão 2026, sob a regência do maestro Ubiratan Marques, a orquestra passa a ensaiar no estúdio criado após a reforma do casarão histórico.

O espaço moderno e confortável tem capacidade para receber 60 pessoas. Aberta ao público, esta ação acontece todas as terças e conta com o apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.

“A Orquestra Afrosinfônica já nasceu com este diálogo de promover ensaios abertos, que no início contava com a presença dos alunos do Núcleo Moderno de Música e depois foi chegando o público formado por turistas, músicos e artistas. Agora, mesmo com a reforma da Casa da Ponte e a criação do estúdio, o espaço continua com uma capacidade pequena, mas capaz de atender com mais conforto aos pedidos de pessoas que desejam vivenciar estes momentos, principalmente os artistas locais e os que visitam Salvador”, comenta o maestro Ubiratan Marques.

Formada por cerca de 30 músicos, a orquestra tem como base percussão, piano, sopros, contrabaixos e vozes femininas. A proposta artística, conceituada pelo maestro como “Afrosinfônica”, resulta de pesquisas sonoras ligadas à música brasileira e à consciência do processo cultural da diáspora africana.

Casa da Ponte
Além de conferir os ensaios da Afrosinfônica, o público poderá conhecer o casarão que abriga a sede da Casa da Ponte. Totalmente reformado, o imóvel tombado pelo IPHAN e com 862 m², está localizado na poligonal do Centro Histórico de Salvador — sítio reconhecido pela UNESCO — em frente à Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e ao lado da Fundação Casa de Jorge Amado e de outros casarios centenários.

As intervenções adaptaram o casarão com sala/estúdio para apresentações, ensaios e gravações da Afrosinfônica, salas para aulas de música coletiva e individual do Núcleo Moderno de Música, salas de reunião, governança, administração, comunicação e para o corpo docente.
No quintal, que se descortina para o belo cenário da Baía de Todos os Santos, temos um deck, um espaço contemporâneo para apresentações de alunos e pocket concertos. Assim como na música, o moderno e o ancestral, o presente e o passado se integram também nas escolhas de materiais de decoração e nos móveis.

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