Internautas acusam secretária de imprensa da Casa Branca de manipulação de apostas

Internautas acusam secretária de imprensa da Casa Branca de manipulação de apostas

Redação Alô Alô Bahia

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Reprodução

Publicado em 08/01/2026 às 13:06 / Leia em 3 minutos

Internautas que acompanham plataformas de mercados de previsão levantaram suspeitas de uso de informação privilegiada envolvendo a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, após uma coletiva realizada na quarta-feira (7). A acusação surgiu porque o encerramento da entrevista ocorreu cerca de 30 segundos antes do prazo final para apostas relacionadas à duração do evento.

A polêmica ganhou força depois da publicação de um apostador na rede social X, que ultrapassou dez milhões de visualizações. Segundo o relato, usuários do site Kalshi, especializado em previsões, apontavam probabilidade de 98% de que a coletiva superasse 65 minutos de duração.

Contrariando essa expectativa, Leavitt encerrou a coletiva de forma repentina quando faltavam menos de 30 segundos para atingir o tempo estipulado. De acordo com o autor da postagem, essa mudança resultou em ganhos de até 50 vezes o valor apostado para quem havia escolhido a opção “não”, que previa duração inferior ao limite.

As regras da aposta consideravam o intervalo entre “a primeira e a última palavra audivelmente proferida por Karoline Leavitt. Pausas serão consideradas se estiverem entre esses dois pontos”. No total, a secretária falou por 64 minutos e 30 segundos, ficando abaixo do marco de 65 minutos.

Mercados de previsão funcionam como plataformas online nas quais usuários negociam contratos baseados em desfechos de eventos futuros, que podem variar desde acontecimentos políticos até temas ligados à cultura pop ou ao comportamento de figuras públicas, como a frequência de postagens de Elon Musk no X.

Após a viralização do caso, usuários passaram a analisar imagens da coletiva e alguns afirmaram que Leavitt teria olhado rapidamente para cima, como se conferisse um relógio. A principal suspeita levantada é de que alguém ligado à secretária ou à equipe da Casa Branca teria apostado na opção “não” nos momentos finais, utilizando informação privilegiada, prática conhecida como insider trading.

O estrategista democrata Mike Nellis comentou o episódio afirmando que “vivemos na linha do tempo mais burra”. Outro usuário questionou: “Que estágio de capitalismo é esse quando a Casa Branca manipula as apostas sobre a duração de suas coletivas de imprensa negando crimes de guerra?”.

Em referência a episódios anteriores envolvendo mercados de previsão, como o aumento repentino de apostas relacionadas a uma possível queda de Nicolás Maduro, um internauta avaliou: “Isso não é sustentável”.

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