Exposição “Orixás”, de Josafá Neves, entra em reta final no Museu de Arte Moderna da Bahia

Exposição “Orixás”, de Josafá Neves, entra em reta final no Museu de Arte Moderna da Bahia

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Arapuá Comunicação

Publicado em 08/01/2026 às 18:01 / Leia em 2 minutos

O público tem até o dia 18 de janeiro para visitar a exposição “Orixás”, do artista brasiliense Josafá Neves, em cartaz no Museu de Arte Moderna da Bahia, em Salvador. Com curadoria de Bené Fonteles, a mostra ocupa a Capela do Solar do Unhão e propõe uma imersão visual, sensorial e simbólica nas raízes afro-brasileiras, em diálogo direto com a força espiritual e cultural do território baiano.

Após passar por Brasília e  São Paulo, “Orixás” chega à reta final de sua temporada na Bahia com uma montagem especialmente concebida para Salvador, cidade reconhecida como um dos principais centros das tradições de matriz africana no Brasil.resistência. Inaugurada durante o Mês da Consciência Negra, a exposição reafirma o compromisso de Josafá Neves com a valorização da ancestralidade afro-brasileira e com a arte como território de memória, fé, celebração e resistência.

A atmosfera singular da Capela do Solar do Unhão foi determinante para a concepção da instalação “Iansã”, criada especialmente para este espaço. No centro da capela, a escultura da orixá se eleva envolta por trezentos fios vermelhos adornados com búzios, evocando raios, movimento e força espiritual. A obra nasceu durante a residência artística de Josafá Neves em Angola, em 2023, onde a escultura foi produzida em madeira negra.

Entre outros destaques da mostra estão as “Cabeças de Orixás”, conjunto de esculturas em cerâmica pintadas com cores e símbolos sagrados de diferentes divindades. As obras fazem referência ao orí, conceito da tradição iorubá que significa “cabeça” e representa o espaço sagrado onde habita o axé — princípio vital que conecta o ser humano à espiritualidade e ao divino.

Segundo Fonteles, “a obra de Josafá Neves ultrapassa a representação formal e incorpora os orixás como potência plástica, espiritual e poética”. Para ele, a exposição constrói uma ponte sensível entre ancestralidade e contemporaneidade, proporcionando ao público a uma experiência profunda de escuta, contemplação e reconexão.

Crédito: Naiade Bianchi

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