Após onda de vandalismo, obras do “Caminho da Fé” são restauradas para a Lavagem do Bonfim

Após onda de vandalismo, obras do “Caminho da Fé” são restauradas para a Lavagem do Bonfim

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Tiago Mascarenhas

Jefferson Peixoto/Secom PMS

Publicado em 08/01/2026 às 22:01 / Leia em 2 minutos

Quem caminhar pela Avenida Dendezeiros na próxima quinta-feira (15), durante a tradicional Lavagem do Bonfim, encontrará a paisagem requalificada.

As obras que compõem o “Caminho da Fé”, corredor cultural que liga o Santuário de Santa Dulce dos Pobres à Colina Sagrada, foram completamente restauradas e devolvidas à população após uma série de ataques e furtos ocorridos no ano passado.

O conjunto artístico, composto por 14 estações e 28 obras em totens de madeira e aço inox, sofreu com a depredação: das 28 peças expostas, 22 chegaram a ser furtadas. A Fundação Gregório de Mattos (FGM) viabilizou a reposição integral do material, que agora conta com reforço na fixação e proteção extra em vidro.

As peças são assinadas pelo artista plástico Juarez Paraíso e retratam a trajetória de Irmã Dulce e a devoção ao Senhor do Bonfim. Segundo a FGM, o acervo está em processo de tombamento provisório desde 2024, o que eleva a gravidade dos atos de vandalismo, já que se trata de patrimônio com proteção legal.

“O vandalismo foi um golpe grande. Provoca dor e impotência quando se percebe que não há como resguardar completamente as obras”, desabafou Juarez Paraíso, em nota.

O artista, que teve o auxílio de nomes como Márcia Magno e Washington Falcão na restauração, classifica a depredação como um problema de segurança pública e de educação patrimonial.

Inaugurado em 2020, em plena pandemia, o projeto foi concebido como um ato de esperança. O trajeto de 1,1 km funciona como uma galeria a céu aberto de mão dupla: quem segue sentido Bonfim visualiza obras sobre o Senhor do Bonfim; quem caminha em direção ao Largo de Roma contempla a história de Santa Dulce.

Além de Juarez Paraíso, o projeto original conta com a colaboração de outros 14 artistas baianos, incluindo Bel Borba, Sônia Rangel e Ray Vianna.

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