Mãe de Eliza Samudio quebra o silêncio após passaporte da filha ser encontrado: ‘Dor e exaustão emocional’

Mãe de Eliza Samudio quebra o silêncio após passaporte da filha ser encontrado: ‘Dor e exaustão emocional’

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Redação Alô Alô Bahia

Reprodução

Publicado em 07/01/2026 às 13:05 / Leia em 3 minutos

Sônia Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, se pronunciou publicamente pela primeira vez nesta terça-feira (6) após a divulgação da informação de que um passaporte da filha teria sido encontrado em um apartamento em Portugal. Em nota, ela lamentou a exposição do caso e afirmou reviver, mais uma vez, a dor causada pela morte da modelo.

O documento teria sido localizado por um inquilino do imóvel e entregue ao consulado brasileiro em Lisboa. A existência do passaporte foi divulgada inicialmente por um portal de notícias, antes que a família fosse oficialmente informada. Segundo Sônia, a forma como o assunto veio a público agravou o sofrimento dos familiares.

“Tudo o que tenho a dizer, neste momento, vem de um lugar de profunda dor e exaustão emocional”, afirmou. Ela criticou o que classificou como falta de sensibilidade e responsabilidade na condução da cobertura do caso e disse que a exposição reacende feridas que nunca se fecharam.

Em um desabafo, Sônia destacou que a filha está morta e que ver o nome de Eliza voltar aos noticiários de forma especulativa é especialmente doloroso. “Cada exposição desnecessária reabre a ferida, aumenta o vazio e transforma a saudade em revolta”, disse, ao defender que a história de Eliza não pode ser reduzida a manchetes.

A mãe da modelo afirmou ainda que não confirma, até o momento, a veracidade do documento e apontou inconsistências na narrativa sobre o passaporte. Segundo ela, a família acreditava que todos os documentos pessoais de Eliza haviam sido destruídos à época do crime. “A história divulgada está cheia de lacunas, coincidências e pontos que não se encaixam”, declarou.

Sônia informou que, por ora, opta pelo silêncio, mas garantiu que irá cobrar das autoridades esclarecimentos sobre o caso. “Vou exigir todas as respostas que ainda não foram dadas. Minha filha merece respeito, verdade e justiça”, afirmou.

Eliza Samudio desapareceu em junho de 2010. As investigações apontaram que ela foi assassinada por ordem de Bruno Souza, então goleiro do Flamengo, com quem teve um filho. O corpo nunca foi encontrado.

De acordo com informações divulgadas pelo Portal Leo Dias, o consulado brasileiro confirmou a autenticidade do passaporte, expedido em 2006 e em boas condições de conservação. O documento registra apenas uma entrada em Portugal, em 5 de maio de 2007, sem carimbos de saída ou de outros países, o que levantou questionamentos, já que Eliza teria retornado à Europa em outras ocasiões nos anos seguintes.

Compartilhe

Alô Alô Bahia Newsletter

Inscreva-se grátis para receber as novidades e informações do Alô Alô Bahia