Em plena campanha internacional por uma vaga nas premiações de 2026, Wagner Moura foi o convidado de destaque do programa “Late Night with Seth Meyers”, exibido na madrugada desta terça-feira (6), nos Estados Unidos.
O ator foi à atração para divulgar o longa “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, mas a conversa ganhou contornos políticos e emocionados sobre a cultura brasileira.
Provocado pelo apresentador sobre a importância de ver um filme tão pessoal ganhando reconhecimento global, incluindo sua indicação ao Globo de Ouro, Wagner contextualizou o cenário recente do país.
Ele relembrou o período entre 2018 e 2022, afirmando que o Brasil viveu um “momento fascista” onde houve uma tentativa deliberada de antagonizar a cultura.
“Eles foram muito eficazes ao tentar transformar os artistas no Brasil em inimigos do povo. (…) No manual do fascismo, a primeira coisa que eles fazem é atacar as universidades, os jornalistas e os artistas”, explicou o baiano à plateia norte-americana.
Para Moura, o sucesso atual de “O Agente Secreto” e a vitória de “Ainda Estou Aqui” no Oscar do ano passado simbolizam uma virada de chave. Ele celebrou o fato de a população voltar a abraçar suas produções.
“Ver os brasileiros torcendo por esse filme e vendo esses artistas como pessoas que nos representam, acho isso simplesmente lindo. Eu fico muito feliz pelos brasileiros e pela nossa cultura”, declarou.
Além do novo filme, a entrevista também abordou a consolidada carreira internacional de Wagner, citando trabalhos como “Narcos”, “Guerra Civil” e “Gato de Botas 2”.
Assista à entrevista na íntegra (em inglês):