Planalto e STF preparam atos em alusão ao 8 de janeiro de 2023

Planalto e STF preparam atos em alusão ao 8 de janeiro de 2023

Redação Alô Alô Bahia

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Tiago Mascarenhas

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Publicado em 06/01/2026 às 09:17 / Leia em 2 minutos

O Executivo e o Judiciário definiram a agenda para a próxima quinta-feira (8), data que marca o terceiro ano dos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília. O Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF) preparam uma série de atos em defesa da democracia e em memória ao episódio ocorrido em 2023.

A programação no Planalto está prevista para começar às 10h. A expectativa principal é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desça a rampa do palácio para ir ao encontro de militantes concentrados na Praça dos Três Poderes.

O ato externo, organizado por centrais sindicais e frentes como a Brasil Popular e Povo Sem Medo, terá como mote “sem anistia para golpistas” e contará com um telão transmitindo a cerimônia interna. A mobilização tem participação ativa do ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos.

No Supremo, a agenda será vespertina. A partir das 14h30, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, conduzirá a abertura da exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”.

Na sequência, haverá a exibição do documentário “Democracia Inabalada”, seguida de debates com jornalistas e especialistas. Como o Judiciário está em recesso, apenas a presença de Fachin está confirmada entre os ministros. O Congresso Nacional não divulgou agenda oficial.

Este será o primeiro 8 de janeiro celebrado após a condenação efetiva dos considerados articuladores dos atos.

Até dezembro de 2025, cerca de 810 pessoas foram condenadas, com penas que variam de medidas alternativas a longos períodos de prisão, incluindo a sentença de até 27 anos para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ao todo, o STF autuou 1.734 ações penais. Os Acordos de Não Persecução Penal (ANPP) já somam 564 homologações, resultando na devolução de mais de R$ 3 milhões aos cofres públicos.

Apesar da resposta judicial, ainda há foragidos, como o ex-deputado federal Alexandre Ramagem, que estaria nos Estados Unidos.

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