Hospital baiano gerido pelo Einstein realiza primeira captação de órgãos e beneficia pacientes à espera de transplante

Hospital baiano gerido pelo Einstein realiza primeira captação de órgãos e beneficia pacientes à espera de transplante

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Divulgação

Publicado em 06/01/2026 às 11:06 / Leia em 2 minutos

O Hospital Ortopédico do Estado da Bahia, unidade 100% SUS administrada pelo Einstein Hospital Israelita, realizou nesta semana a primeira captação de órgãos após 1 ano e 10 meses de funcionamento. A ação foi coordenada pelo Banco de Olhos da Bahia e envolveu a doação de córneas de um paciente de 71 anos, autorizada pela família. Os órgãos beneficiarão dois baianos que aguardam na fila de espera por transplante.

A doação de órgãos só é possível mediante a concordância da família do doador. Apesar da importância do gesto, a taxa de negativa ainda é elevada e ultrapassa os 50%. De acordo com dados da Central Estadual de Transplantes da Bahia, aproximadamente 1,6 mil pacientes aguardam por um transplante de córnea no estado, que registra uma média mensal de cerca de 90 doações. Em âmbito nacional, segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde, 78 mil pessoas estão na fila de espera por transplantes.

Para Douglas Leandro, responsável técnico pela UTI do HOEB, a realização da primeira captação de órgãos na unidade representa um avanço nos processos assistenciais do hospital. “Cada doação representa uma nova chance de enxergar e de recomeçar. A captação marca a consolidação da unidade como parte da rede de apoio ao sistema de transplantes da Bahia e, principalmente, traz uma esperança concreta para quem espera”, afirma.

Como ser doador de órgãos

No Brasil, não é necessário deixar a decisão registrada em documento. Para ser doador, basta comunicar à família o desejo de doar órgãos e tecidos. A doação só é efetivada após autorização familiar, conforme estabelece a Lei nº 10.211, de 23 de março de 2001.

Podem ser doadores pessoas com idade entre 2 e 80 anos, mediante a autorização de um parente de primeiro grau, como pais, irmãos ou cônjuge. A autorização deve ser feita com a presença de duas testemunhas.

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