A Bahia tem três entre os 100 melhores hospitais públicos do país, segundo estudo inédito realizado pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross).
As unidades estão todas localizadas em Salvador. São elas: Hospital Ana Nery, Hospital Estadual da Mulher e Hospital Universitário Professor Edgard Santos.
A lista inclui hospitais de diversos estados. São Paulo lidera o ranking, com 30 hospitais do SUS entre os selecionados. Já Goiás aparece com 10% das unidades selecionadas, seguido por Santa Catarina e Pará, com 7% cada, Pernambuco e Rio de Janeiro, com 6%, e Paraná, com 5%.
Outros estados também estão representados, o que, segundo os organizadores, demonstra a presença de centros de excelência do SUS em todas as regiões do país.
De acordo com o médico sanitarista Renilson Rehem, idealizador do projeto e ex-presidente do Ibross, o levantamento mostra a capilaridade da qualidade hospitalar na rede pública brasileira.
O estudo foi feito em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), o Instituto Ética Saúde, o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
A partir dessa lista inicial, a pesquisa passará por uma nova etapa de refinamento para a definição dos dez melhores hospitais públicos do Brasil. O resultado final será divulgado em maio, durante o Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil, promovido pelas cinco instituições.
Critérios de seleção
Foram considerados apenas hospitais públicos com atendimento 100% pelo SUS, administrados pelos governos federal, estadual ou municipal. A seleção inclui hospitais gerais e unidades especializadas em ortopedia, oncologia, cardiologia e maternidade, todos com mais de 50 leitos e produção registrada no Sistema de Informações Hospitalares (SIH) do Ministério da Saúde entre agosto de 2024 e julho de 2025.
Hospitais psiquiátricos e de longa permanência ficaram fora da análise. Entre os critérios avaliados estão acreditação hospitalar, taxa de ocupação, mortalidade, disponibilidade de leitos de UTI e tempo médio de internação.
Na próxima fase, os hospitais serão ranqueados com base em pesquisa independente de satisfação dos pacientes, nível de acreditação, informações de compliance e avaliação de eficiência, que cruza volume de atendimentos e recursos financeiros disponíveis.