O Festival Virada Salvador contou com um trabalho especial de acessibilidade para a comunidade surda, por meio da atuação de intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras). A equipe, formada por seis profissionais, atuou em esquema de revezamento em uma sala adaptada localizada atrás do palco, garantindo a tradução das apresentações musicais ao longo do evento.
Segundo o intérprete Alisson George, de 32 anos, o revezamento acontece a cada três músicas para evitar sobrecarga física e mental. A equipe também conta com a participação de uma pessoa surda, que contribui para tornar a tradução ainda mais eficaz. Formado em dança e graduado em Letras Libras, Alisson utiliza movimentos e coreografias para transmitir ritmo e emoção ao público surdo.
O trabalho é realizado de forma colaborativa, especialmente em situações em que palavras ou trechos não são compreendidos no áudio. Além da tradução, os intérpretes também se tornaram referência para o público surdo presente na arena, que acompanha as apresentações tanto em frente ao palco quanto por meio dos telões espalhados pelo espaço.
Outro destaque é o Mirante Acessível, espaço voltado para pessoas com deficiência, onde intérpretes de Libras atuaram diariamente das 17h à meia-noite, orientando o público. A iniciativa é gerida pela Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), por meio da Diretoria de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência.
De acordo com a prefeitura, as ações reforçam o compromisso com a inclusão e garantem que pessoas surdas e com deficiência auditiva possam aproveitar a programação do Festival Virada Salvador com autonomia e acesso à cultura.