A primeira efígie dedicada a uma baiana de acarajé em Salvador foi inaugurada nesta quinta-feira (4), em homenagem a Jaciara de Jesus, a Cira do Acarajé. O monumento está instalado na praça Oxum Baeté, em Itapuã, ao lado de uma das tradicionais barracas que levam o nome da baiana.
A cerimônia contou com a presença do presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro, do diretor de Patrimônio e Equipamentos Culturais da FGM, Vagner Rocha, além de familiares e amigos de Cira. “A baiana de acarajé é um patrimônio. Esta é a primeira efígie em Salvador, e representa um reconhecimento da trajetória e da importância de Cira”, afirmou Guerreiro.
O evento teve apresentações das Ganhadeiras de Itapuã e do Malezinho, projeto infantojuvenil do bloco Malê Debalê. A homenagem ocorre no dia em que se completam cinco anos da morte de Cira, que faleceu em 4 de dezembro de 2020, aos 70 anos. “Eternizar a importância dessa mulher que levou o nome da Bahia para o mundo é muito simbólico, especialmente no bairro onde ela nasceu e cresceu”, disse Rocha.

Salvador inaugura primeira efígie de uma baiana de acarajé em homenagem a Cira
Criada pela artista Conceição Dias, a obra celebra o legado da baiana. Após o falecimento de Cira, sua filha, Juçara Santos, e a ex-nora, Ana Paula Cruz, permanecem à frente dos quiosques de Itapuã e do Rio Vermelho. “A efígie imortaliza sua história e exalta sua contribuição para a cultura e o comércio. Mainha era sinônimo de acolhimento, sabor e resistência”, destacou Juçara.
Nascida em Salvador, Cira começou no tabuleiro aos 12 anos e, aos 17, assumiu a responsabilidade de sustentar os irmãos após a morte da mãe. Transformou o ofício em referência nacional e se tornou um dos nomes mais emblemáticos da tradição afro-brasileira das baianas de acarajé.