Celebrando o legado cultural e artístico do cantor, compositor e instrumentista feirense Carlos Pitta, o deputado Robinson Almeida (PT) apresentou na Assembleia Legislativa da Bahia um Projeto de Lei que propõe dar o nome do artista ao teatro integrante do complexo do Centro de Convenções de Feira de Santana.
De acordo com o parlamentar, “o filho ilustre de Feira de Santana foi um dos maiores expoentes da música regional baiana” e teve a carreira “marcada por composições que exaltaram profundamente a cultura nordestina, elevando o nome de sua cidade natal ao plano nacional”.
Robinson destacou ainda que “Pitta era dono de um repertório autêntico, que transitava com maestria entre o forró, o samba e outras manifestações musicais típicas do Nordeste”, e afirmou que o artista contribuiu de forma expressiva para a valorização da Música Popular Brasileira. “A denominação Teatro Carlos Pitta faz mais do que prestar uma homenagem. Ela reforça o nosso compromisso em promover a cultura e reconhecer talentos que tanto contribuem para a identidade e o orgulho do nosso povo”, afirmou o deputado.
Por fim, o parlamentar destacou que a iniciativa dialoga com a importância simbólica e funcional do teatro como espaço de encontro, expressão e reflexão. “Ao receber o nome de Carlos Pitta, o teatro consolida-se como um local onde a memória e o legado deste grande artista serão perenizados, inspirando futuras gerações por meio das artes”, concluiu.
Sobre o homenageado
O cantor e compositor Carlos Pitta faleceu em 7 de janeiro de 2025, aos 67 anos, em Salvador. Ele estava internado no Hospital Roberto Santos, para tratar complicações provocadas pela diabetes.
Natural de Feira de Santana, Pitta tinha mais de 40 anos de carreira, sendo uma referência na Música Popular Brasileira (MPB). O artista baiano foi um dos primeiros a identificar o talento de Ivete Sangalo, já na capital baiana, quando a artista tinha 17 anos.
Com mais de 15 discos lançados, com destaque para ritmos regionais, como forró e xote, Pitta fez sucesso também como compositor, tendo sido gravado além por artistas como Elba Ramalho, Alcione e Margareth Menezes.
Uma das suas composições mais conhecidas é “Cometa Mambembe”, imortalizada pelo refrão “Tenha fé no azul que tá no frevo, que o azul é a cor da alegria. Um cavalo mambembe sem relevo, um galope de Olinda pra Bahia”.
Ao longo da carreira, o artista se apresentou em países como Estados Unidos, Suíça, Alemanha, Itália e Bélgica e dividiu palco com colegas como Caetano Veloso, Dominguinhos, Geraldo Azevedo, Belchior, Nando Cordel, Fagner e a própria Ivete.