Wagner Moura participa de manifestação contra PEC da Blindagem em trio com Daniela Mercury em Salvador

Wagner Moura participa de manifestação contra PEC da Blindagem em trio com Daniela Mercury em Salvador

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Reprodução / Genilson Coutinho

Publicado em 21/09/2025 às 12:11 / Leia em 3 minutos

Wagner Moura marcou presença na manifestação contra a Proposta de Emenda à Constituição da Blindagem que acontece neste domingo (21), na região da Barra, em Salvador. Na ocasião, o ator subiu no trio elétrico comandado pela cantora Daniela Mercury e exibiu toda a sua desenvoltura e talento ao dançar e cantar “Deusa do Amor”, “Várias Queixas, entre outros clássicos da música baiana.

“Eu tenho orgulho de ser da Bahia, porque aqui a extrema direita não se cria. Aqui não, pai. Aqui não (…) Hoje vim aqui com vontade de falar apenas de coisas boas, do momento extraordinário pelo qual passa a democracia brasileira, que é exemplo para o mundo todo. Crescemos ouvindo que nossa democracia é frágil, que nossa democracia é jovem, mas nossa democracia bota pra lenhar Viva a democracia. Viva o Brasil. Viva a Bahia”, declarou o protagonista de “O Agente Secreto”, sendo aplaudido pelo público, que entoava o coro de “sem anistia”.

No Rio de Janeiro, o ato contará com a presença do cantor e compositor Caetano Veloso, que comandará um trio elétrico em Copacabana, acompanhado de Gilberto Gil, Chico Buarque e Djavan, em um encontro marcado para as 14h no Posto 5.

 

 

O que é a PEC da Blindagem?

Conhecida como PEC 3/2021, a proposta, rebatizada de PEC da Blindagem, foi aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados em setembro e segue agora para o Senado.

O texto exige autorização prévia da Câmara ou do Senado para que o STF possa abrir ações penais contra deputados e senadores e também restringe a prisão de parlamentares, que passaria a depender de aval da maioria de seus pares. Em alguns debates, chegou-se a mencionar a possibilidade de estender essas prerrogativas a presidentes de partidos.

O relator do projeto na Câmara foi o deputado Cláudio Cajado (PP-BA), e a proposta voltou à pauta sob a presidência de Hugo Motta (Republicanos-PB) após articulação com líderes partidários. Defensores afirmam que o objetivo é proteger parlamentares de abusos de autoridade, mas críticos veem risco de impunidade e enfraquecimento do Judiciário.

A PEC, que ficou adormecida desde 2021, reacendeu a mobilização popular em 2025. Entidades como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), além de organizações anticorrupção, divulgaram notas de repúdio.

No Supremo, o ministro Dias Toffoli determinou que a Câmara explique em até dez dias o rito de aprovação, em ação que contesta o avanço da proposta.

Caso o texto seja aprovado pelo Senado sem alterações, a PEC será promulgada; se sofrer mudanças, voltará à Câmara para nova análise.

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