A capital baiana será palco, neste sábado (30), de um dos maiores eventos religiosos do país: a 27ª edição da Marcha para Jesus Salvador. Tradicional no calendário cultural e religioso da cidade, o ato de fé e unidade reúne milhares de pessoas todos os anos em um clima acolhedor e pacífico e tem como um dos destaques deste ano Samuel Eleotério, um dos principais nomes do gospel pentecostal no Brasil e que estreia no evento.
O trajeto começa às 13h no Largo de Ondina e segue até o Farol da Barra, onde um palco receberá apresentações de outros artistas do cenário gospel, como Renascer Praise, Walkiria Nunes, Coral Salvador Praise, Tirza Almeida e Nengo Vieira.
Em 2025, a Marcha traz o tema “Deus Forte”, com uma mensagem de encorajamento e confiança. O percurso, passando por praias emblemáticas de Ondina e Barra, reforça o caráter turístico do evento, que já recebeu nomes como Thalles Roberto, Aline Barros, Cassiane e Ton Carfi.
O gênero gospel é o mais escutado pela população de Salvador, segundo pesquisa da JLeiva Cultura & Esporte. Esse cenário acompanha o crescimento do número de evangélicos no Brasil, que chegou a 26,9% da população, de acordo com o Censo 2022 divulgado pelo IBGE.
União e fé nas ruas de Salvador
O bispo Rodrigo Castro, dirigente da Igreja Renascer na Bahia e coordenador-geral da Marcha, destaca que o público pode esperar momentos de oração, cânticos e mensagens renovadoras. “O ato de marchar é também sinônimo de avançar, progredir. Nós vamos professar a nossa fé e reivindicar paz, alegria e prosperidade para a nossa nação”, diz.
Castro reforça ainda o caráter coletivo do evento. “A Marcha é um movimento da Igreja de Cristo na terra. É um dia em que não há placas de igrejas, mas o corpo de Cristo. Pessoas que amam Jesus se reúnem para a manifestação de fé”, reforça.
A Marcha para Jesus no Brasil
Criada em 1993 no Brasil sob a coordenação do Apóstolo Estevam Hernandes e da Bispa Sônia Hernandes, líderes da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, a Marcha para Jesus está presente em várias capitais do país com o apoio de diversas denominações cristãs. Em setembro de 2009, a Lei Federal 12.025 oficializou o evento no calendário brasileiro. O movimento também é reconhecido como patrimônio cultural imaterial nos estados de Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e no município de Contagem (MG).
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