Roseana Murray fala sobre volta por cima um ano após perder braço em ataque de pitbulls: ‘Cheguei quase morta’

Roseana Murray fala sobre volta por cima um ano após perder braço em ataque de pitbulls: ‘Cheguei quase morta’

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Reprodução

Publicado em 05/04/2025 às 10:28 / Leia em 3 minutos

Roseana Murray viveu um dos momentos mais desafiadores da sua vida no dia 5 de abril de 2024, ao ser atacada por três cães da raça pitbull em Saquarema, no Rio de Janeiro, onde morava. Em publicação emocionada nas redes sociais, a escritora e poetisa relembrou o ocorrido. “Hoje faz um ano que o Eduardo Maratona me salvou. Estava correndo na praia quando ouviu meus gritos de socorro e teve a coragem de retirar os 3 pittbuls de cima de mim. Cheguei ao hospital chocada, quase morta e a equipe de cirurgiões me salvou. A minha prótese já está pronta, passou por ajustes e vou buscá-la dia 9. Meu livro O Braço Mágico conta essa história. Foi uma experiência terrível, mas a montanha de amor que recebi foi uma experiência sublime”, escreveu Roseana, que atualmente mora na região de Visconde de Mauá.

Após um intenso processo de reabilitação, a escritora já consegue se vestir sozinha, lavar louça e arrumar a própria cama. “Não sou uma pessoa extraordinária, colaram isso em mim. Tenho garra de viver, sim. Passei por uma experiência de morte muito impactante. E perdi um braço, o que não é pouca coisa (…) Mudei. E mudei para melhor. Sempre fui muito agitada, mas estou tendo que praticar a paciência, uma paciência misturada com amor”, afirmou ela, ao jornal O Globo.

Meses depois do ataque, Roseana passou por outro desafio: lidar com a morte do seu marido, o jornalista e escritor espanhol Juan Arias, com quem foi casada por 27 anos. “Em novembro perdi Juan Arias, meu marido e logo após me mudei para Visconde de Mauá, para a minha casinha dentro da mata, junto da minha família. Não precisei me adaptar, pois desde 1974 aqui é a minha casa espiritual”, contou.  

A escritora também fez questão de demonstrar sua gratidão pelo apoio recebido durante este processo. “Agradeço ao Alex Alves, que todos os dias pela manhã vinha ao meu quarto na U.T.I e com sua voz tonitruante dizia: ‘Bom dia, minha dama dos cabelos vermelhos’. Agradeço as minhas lindas aranhas douradas, que faziam os curativos e pareciam bordar sobre o meu corpo. Agradeço a enfermagem pela paciência comigo. Ao pessoal da limpeza, agradeço até a vampirinha do laboratório que vinha tirar meu sangue. Enfim, estar viva é um eterno agradecimento”, finalizou.

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