Primeiro caso de fungo super-resistente é registrado no Brasil

Primeiro caso de fungo super-resistente é registrado no Brasil

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Com informações do CORREIO

Reprodução/Anais Brasileiros de Dermatologia

Publicado em 02/04/2025 às 22:10 / Leia em 2 minutos

O primeiro caso de infecção pelo fungo Trichophyton indotineae, um fungo super-resistente, foi registrado no Brasil. Mais precisamente, em Piracicaba, no interior de São Paulo. As informações foram publicadas em um artigo na revista científica Anais Brasileiros de Dermatologia.

O paciente contaminado é um homem de 40 anos, sem comorbidades e que retornou de Londres com as lesões nos membros inferiores e glúteos. O eczema, classificado como eritemato‐descamativo, se iniciou em janeiro de 2024. A descoberta aconteceu em março do mesmo ano, após exames dermatológicos do paciente em Piracicaba.

O registro deste caso acendeu o alerta em especialistas pelo potencial de contaminação e também pelas dificuldades no tratamento. Isso porque, de acordo com especialistas, este fungo é resistente a medicamentos utilizados para o tratamento de dermatofitoses, as infecções causadas por fungos.

O caso brasileiro foi atendido pela dermatologista Renata Diniz. O homem mora em Londres e veio ao Brasil para visitar familiares. Segundo a médica, ele relatou que viajou por países como Inglaterra, Áustria, Eslováquia, Hungria, Polônia, Escócia e Turquia.

A médica disse que a micose apresentada pelo paciente não respondia ao tratamento realizado. Ela optou por outro tratamento, mas as lesões voltaram. Com a dificuldade de alcançar a cura, ela buscou ajuda de John Verrinder Veasey, dermatologista e coordenador do Departamento de Micologia da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que apontou a possibilidade de ser o fungo Trichophyton indotineae. Com a análise, o dignóstico foi confirmado.

Transmissão 

A principal forma de transmissão da doença é pelo contato com outras pessoas contaminadas ou com objetos utilizados por elas. Apesar da facilidade de contaminação, o super fungo não causa risco à vida. Ele causa apenas lesões na pele.

Para prevenir, é preciso reforçar os cuidados com a higiene. Evitar o compartilhamento de toalhas, por exemplo, é uma forma de driblar o contágio. Outra atitude importante é, ao perceber uma mancha no corpo, procurar imediatamente um dermatologista. O diagnóstico precoce contribui com o tratamento.

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