Hope Reynolds, uma jovem atleta universitária, tinha 21 anos e estava em seu último ano como nadadora da universidade em Michigan, nos Estados Unidos, quando enxaquecas e náuseas começaram a atrapalhar seu desempenho.
Com dores e sem conseguir comer, ela decidiu buscar um médico para tratar a enxaqueca. Foi quando o profissional encontrou um caroço em seu seio direito. “O médico não estava realmente preocupado”, lembra ela, hoje aos 25 anos, em entrevista à revista People. Quando ligou para marcar uma mamografia, soube que o exame não era feito em pessoas de sua idade. Um ultrassom, no entanto, detectou algo.
“Lembro-me claramente de que o profissional entrou e disse: ‘Vemos algo. As chances de ser cancerígeno são muito baixas por causa da sua idade, mas vamos fazer uma biópsia só por precaução’”, lembra. “Mais uma vez, me garantiram que provavelmente não era nada sério.”
Dois dias após a biópsia, em 14 de setembro de 2020, ela estava fazendo uma entrevista para a pós-graduação em fisioterapia, quando recebeu a notícia: o diagnóstico de câncer em estágio avançado.
Em 48 horas após o diagnóstico, ela estava de volta à casa dos pais na Pensilvânia para se submeter ao tratamento. Fez oito rodadas de quimioterapia, seguidas por uma mastectomia bilateral em fevereiro de 2021 e 25 rodadas de radiação ao longo de março e abril de 2021.
Seus companheiros de equipe de natação fizeram pulseiras impressas com #BelieveinHope e o versículo bíblico Hebreus 6:19, que inclui as palavras “Temos esta esperança como âncora para a alma”, e Hope conseguiu competir com eles uma última vez naquele ano.
Algumas semanas depois de terminar a radiação, ela voltou para a escola para terminar o último mês do seu último ano presencialmente. Naquele verão, em julho de 2021, a jovem fez a cirurgia final na qual removeram seus expansores e colocaram implantes mamários.
Além do câncer, ela teve que lidar com outro problema de saúde. “Eu realmente lutei contra a ansiedade pela saúde e meio que desenvolvi uma desconfiança do meu corpo”, diz. “Eu não tinha nenhuma razão que pudesse explicar por que tive câncer de mama. Eu era jovem, meio que louca por saúde e atleta. Não havia histórico de câncer de mama na minha família ou algo assim — então não havia uma razão real para isso. Eu não entendia como isso poderia ter acontecido, então não confiava que algo assim não aconteceria comigo novamente.”
Hoje, ela segue cuidado de sua saúde mental. “Estou entrando e saindo de terapia, conversando com terapeutas há quase dois anos sobre aprender a não surtar com cada pequena dor. Sinto que essa foi a parte mais difícil para mim: seguir em frente e aprender a confiar no meu corpo e voltar a viver minha vida, não neste estado de medo do pior cenário acontecer.”
Agora que os tratamentos terminaram, ela está tomando as rédeas de volta. “Depois disso, muitas das decisões recaíram mais sobre mim. De repente, tive essa coisa nova em que precisava pensar: ‘Como é a vida agora?’ Eu estava tão focada em apenas passar por isso. Nunca pensei: ‘Ok, e depois do câncer?’ Isso foi muito difícil. Ainda estou descobrindo isso dia a dia”, diz.”Eu tento o meu melhor para realmente me concentrar em aproveitar cada dia e tentar manter uma mentalidade positiva, não importa o que aconteça”, diz Hope.
Ela concluiu a pós-graduação e agora é fisioterapeuta fazendo residência em cuidados intensivos na Duke Health. “O que passei realmente me ajudou em termos de como tratar meus pacientes. Minha experiência não só me permite ter mais empatia, mas também me deu essa perspectiva de saber que a empatia só pode ir até certo ponto”, explica ela.
Agora, ela ajuda pessoas a se conscientizarem sobre a doença. “Sou muito apaixonada por defender a conscientização sobre o câncer de mama entre mulheres jovens. Pode acontecer com qualquer pessoa, em qualquer idade, não importa quão saudável você seja, não importa seu histórico familiar”, diz.
As informações são da Vogue.