Casos de câncer colorretal devem crescer 21% no Brasil; Preta Gil enfrenta a doença

Casos de câncer colorretal devem crescer 21% no Brasil; Preta Gil enfrenta a doença

Redação Alô Alô Bahia

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Tiago Mascarenhas

Elias Dantas/Alô Alô Bahia

Publicado em 27/03/2025 às 09:16 / Leia em 2 minutos

Um estudo da Fundação do Câncer, divulgado nesta quinta-feira (27), projeta um aumento de 21% nos casos de câncer colorretal no Brasil entre 2030 e 2040. A doença, que já figura entre os cinco tipos mais comuns no país, atinge homens e mulheres em proporções semelhantes e pode ter um impacto ainda maior devido à falta de um programa nacional de rastreamento.

A pesquisa aponta que o envelhecimento da população, hábitos não saudáveis e dificuldades no acesso a exames são fatores determinantes para esse crescimento. No Brasil, não há diretrizes específicas para a detecção precoce da doença, enquanto na Europa e nos Estados Unidos a recomendação é que pessoas acima de 50 anos realizem colonoscopias periódicas.

A tendência de aumento varia conforme a região. O Norte e o Centro-Oeste devem registrar os maiores avanços, com crescimentos de 31,1% e 32,7%, respectivamente. Já o Sudeste, apesar do menor percentual (18%), continuará concentrando a maior quantidade absoluta de casos, com projeção de 38,2 mil novos diagnósticos em 2040.

Especialistas alertam que a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para conter esse avanço. Medidas como exames regulares, alimentação equilibrada e a redução de fatores de risco, como tabagismo e consumo de carne processada, são essenciais para reduzir a incidência e a mortalidade da doença.

A batalha contra o câncer colorretal ganhou grande visibilidade após o diagnóstico de Preta Gil, em 2023. A cantora descobriu um tumor no intestino grosso e iniciou imediatamente o tratamento, que incluiu quimioterapia, radioterapia e uma cirurgia para a retirada de parte do órgão. No fim de 2023, chegou a usar temporariamente uma bolsa de colostomia.

Em agosto de 2024, Preta revelou que a doença havia retornado, atingindo linfonodos, o peritônio e o ureter. O avanço da enfermidade a levou a uma cirurgia de 21 horas em dezembro, quando novos tumores foram retirados. Após meses de internação e recuperação, recebeu alta hospitalar em fevereiro de 2025, agora com uma bolsa de colostomia definitiva.

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