Brasileiros deixam R$ 8,4 bilhões em valores esquecidos no sistema financeiro

Brasileiros deixam R$ 8,4 bilhões em valores esquecidos no sistema financeiro

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Redação, com informações da Agência Brasil

Agência Brasil/Marcello Casal Jr

Publicado em 05/07/2024 às 19:56 / Leia em 2 minutos

O Banco Central (BC) divulgou, nesta sexta-feira (5), que os brasileiros ainda não sacaram R$ 8,4 bilhões em recursos esquecidos no sistema financeiro até o final de maio. Desde o lançamento do Sistema de Valores a Receber (SVR), em fevereiro de 2022, foram devolvidos R$ 7,13 bilhões de um total de R$ 15,49 bilhões disponibilizados pelas instituições financeiras.

As estatísticas do SVR, que têm uma defasagem de dois meses, mostram que 21.266.542 correntistas resgataram seus valores até o final de maio. Isso representa apenas 32,27% dos 65.896.646 correntistas incluídos no programa. Entre os que retiraram os valores, 19.819.974 são pessoas físicas e 1.446.568 são pessoas jurídicas. Ainda há 41.284.748 pessoas físicas e 3.345.356 pessoas jurídicas que não realizaram o resgate.

A maioria dos valores esquecidos são pequenas quantias. Aproximadamente 63,6% dos beneficiários têm direito a receber até R$ 10, enquanto 24,86% têm valores entre R$ 10,01 e R$ 100. Cerca de 9,77% dos correntistas possuem valores entre R$ 100,01 e R$ 1 mil, e apenas 1,77% têm direito a mais de R$ 1 mil.

O SVR, que foi reaberto em março de 2023 após quase um ano fora do ar, agora inclui novas fontes de recursos, um novo sistema de agendamento e a possibilidade de resgate de valores de pessoas falecidas. Em maio, foram resgatados R$ 327 milhões, um aumento em relação aos R$ 290 milhões retirados no mês anterior.

O Banco Central alerta os correntistas sobre golpes de estelionatários que se oferecem para intermediar resgates de valores esquecidos. O BC enfatiza que todos os serviços do SVR são gratuitos, não envia links nem entra em contato para tratar de valores a receber ou confirmar dados pessoais. Somente a instituição financeira listada na consulta do SVR pode contatar o cidadão. O BC também aconselha a não fornecer senhas e afirma que ninguém está autorizado a fazer tal pedido.

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