As Seleções Brasileiras feminina e masculina de Ginástica Artística encerraram neste domingo (11) o período de aclimatação para o Campeonato Mundial de Roterdã, na Holanda, que será realizado entre os dias 17 e 25 de outubro. A equipe feminina treinou em Amsterdã, enquanto a masculina ficou em Sangalhos, em Portugal. Agora, os dois grupos seguem para a cidade-sede, onde farão os últimos ajustes antes do início das disputas.
A Seleção masculina realizará o treino de pódio na quarta-feira (14), antes da classificatória, prevista para sábado (17). Já a equipe feminina fará o treino de pódio na sexta-feira (16) e disputará a classificatória na segunda-feira (19).
A etapa de aclimatação integra o planejamento da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) para aprimorar as condições físicas e técnicas dos atletas, além de proporcionar estrutura adequada para a preparação final. Em Amsterdã, as ginastas contaram com suporte nas áreas de preparação física e mental, medicina, fisioterapia e alimentação.
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Chefe de delegação e de equipe da Seleção Feminina, Juliana Fajardo destacou a evolução do grupo durante os treinamentos. “Foram dias muito importantes, nos quais conquistamos avanços na condição física e técnica que nos aproximam do nosso objetivo. Reunir em um só lugar as condições de treino e todo o suporte necessário permite que treinadores e atletas concentrem toda a sua energia nos treinamentos”, afirmou.
A equipe feminina reúne nomes experientes, como Flávia Saraiva, Lorrane Oliveira e Rebeca Andrade, integrantes da equipe olímpica de Paris 2024. O grupo também conta com Thaís Fidelis, que retorna a um Mundial após sete anos, além das jovens Gabriela Bouças e Sophia Weisberg.
A composição combina experiência internacional e renovação, com foco na consolidação das séries e na preparação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, sem deixar de lado o desenvolvimento de atletas para o ciclo olímpico de 2032. Segundo Juliana, o Mundial representa uma etapa importante para a retomada gradual das competições por equipes. “Este é o primeiro Mundial com competição por equipes deste ciclo olímpico e tem um significado especial para nós. Nosso foco foi proporcionar um retorno gradual, baseado em experiências positivas, mantendo o time empenhado em consolidar cada série com segurança e respeitando a individualidade e o momento de cada uma”, explicou.
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A Seleção masculina, por sua vez, realizou a preparação em Sangalhos, centro de treinamento utilizado pela ginástica brasileira há mais de dez anos. A familiaridade com as instalações favoreceu a continuidade do trabalho técnico e o entrosamento entre atletas e comissão técnica.
Chefe de equipe masculina, Hilton Dichelli ressaltou que os treinamentos foram direcionados à regularidade das apresentações e à execução segura de movimentos mais complexos. “Mais do que os ajustes técnicos, buscamos fortalecer o entrosamento do grupo, unificar o trabalho entre atletas e treinadores e criar um ambiente de confiança, no qual todos estejam comprometidos com o mesmo objetivo. Nosso foco esteve na qualidade da execução, na regularidade das séries e nos ajustes necessários para incorporar e consolidar elementos de maior dificuldade com segurança”, afirmou.
A equipe é composta pelo medalhista olímpico Arthur Nory, Bernardo Miranda, Diogo Soares, Johnny Oshiro, Patrick Sampaio e Vitaliy Guimarães.

O Mundial de Roterdã abre uma etapa importante da disputa por equipes neste ciclo olímpico e servirá como referência para o planejamento brasileiro rumo a Los Angeles 2028. Além dos resultados imediatos, a competição permitirá avaliar a evolução técnica dos atletas e orientar os próximos passos da preparação para compromissos como os Jogos Pan-Americanos e as etapas futuras da classificação olímpica por equipes.