Pedrinho, presidente do Vasco, fez duras críticas a Luiz Eduardo Baptista, o Bap, do Flamengo, e a John Textor, da SAF do Botafogo, nesta segunda-feira, depois da reunião promovida pela CBF para discutir a criação de uma liga única no futebol brasileiro. Ao falar com jornalistas no Rio, o dirigente vascaíno chamou Bap de “arrogante e prepotente” e disse que Textor não vai mais “brincar com o nome do Vasco”.
A reação de Pedrinho veio no momento em que os clubes voltaram a debater um modelo unificado para organizar o Brasileirão. A CBF apresentou o encontro como o início formal dessa discussão com representantes das Séries A e B, enquanto a ESPN informou que a proposta em análise mira uma estrutura única a partir de 2030, já que os contratos de transmissão da Série A vão até 2029. Foi nesse ambiente de negociação política que o presidente vascaíno resolveu responder publicamente a rivais que, segundo ele, passaram do limite.
No caso de Bap, Pedrinho afirmou que o dirigente rubro-negro insinuou relação entre o empréstimo do Vasco com a Crefisa, fechado no ano passado, e a derrota por 3 a 0 para o Palmeiras, resultado que, à época, mexia com a disputa por títulos. Para o presidente cruz-maltino, esse tipo de declaração colocou sob suspeita o caráter da diretoria, do então técnico Fernando Diniz e do elenco, além de mostrar que o rival não teria perfil para conduzir uma futura liga.
Ao tratar de Textor, Pedrinho foi além da troca de farpas e levou a discussão para o terreno institucional. O dirigente reclamou do uso do Vasco como exemplo em declarações recentes do dono da SAF do Botafogo e voltou a apontar riscos no modelo de gestão com investidor sem freios. A crítica ocorre num momento em que o clube de São Januário segue tentando reconstruir sua estrutura depois da briga judicial que retirou a 777 do comando da SAF. Para Pedrinho, o episódio reforça que o futebol brasileiro ainda precisa resolver problemas de governança antes de vender a liga única como solução pronta.