Estudantes de colégio de tempo integral transformam escola em espaço de educação ambiental e agroflorestamento

Estudantes de colégio de tempo integral transformam escola em espaço de educação ambiental e agroflorestamento

Redação Alô Alô Bahia

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Redação Alô Alô Bahia

Divulgação / GovBA

Publicado em 13/03/2026 às 16:46 / Leia em 3 minutos

Estudantes do Colégio Estadual Clarice Santiago dos Santos, no bairro do Arenoso, em Salvador, estão transformando a escola em um espaço de educação ambiental e agroflorestamento por meio do projeto Florestópolis, desenvolvido em parceria com a Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

A iniciativa transforma a unidade de ensino em um laboratório vivo, onde os alunos aprendem na prática sobre plantio, fertilização do solo e preservação ambiental. Para a estudante Pâmela Vitória, de 17 anos, a experiência amplia o aprendizado para além da sala de aula.

“Aprendi de forma objetiva a colocar a planta na terra”, afirmou a aluna, destacando que as atividades ajudam a compreender melhor a relação entre teoria e prática.

Localizado em um território quilombola, o colégio atende cerca de 900 estudantes do Ensino Fundamental II, Ensino Médio/Técnico e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). O projeto envolve diferentes áreas do conhecimento, como biologia, geografia, artes e química.

Segundo o professor de biologia Joctã Moura, o diferencial da proposta está em aplicar o conteúdo científico no cotidiano dos alunos.

“O mais extraordinário é abrir os livros e trazer todo aquele conhecimento científico para as aulas práticas. Aqui os estudantes conseguem compreender a fertilização do solo e a ação de micro-organismos, fungos e bactérias”, explicou.

O colégio também integra o modelo de escolas de tempo integral da rede estadual, política que busca ampliar o tempo de permanência dos estudantes na escola e diversificar as atividades pedagógicas.

De acordo com o assessor especial da Secretaria da Educação da Bahia (SEC), Manoel Calazans, o objetivo é que os alunos tenham acesso a diferentes experiências de aprendizado.

“Todo o ensino é pensado para que o aluno fique mais tempo na escola. E não pode ser só sala de aula. A escola precisa oferecer espaços agradáveis e atividades que integrem diferentes áreas do conhecimento”, afirmou.

Além das atividades pedagógicas, a escola mantém hortas e áreas de cultivo que ajudam a complementar a alimentação dos estudantes. Entre os alimentos produzidos estão maracujá, cana-de-açúcar, mamão, cacau, hortelã-grosso e alface.

Segundo o diretor Marcos César Guimarães, o projeto de agroflorestamento sintrópico também contribui para a recuperação de áreas degradadas e para a recomposição da vegetação nativa.

A iniciativa já recebeu destaque do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) e conquistou o terceiro lugar no Prêmio Bahia Sustentável 2024, na categoria Tecnologia Social Sustentável.

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