O Bahia foi eliminado da Libertadores na noite de quarta (25), na Arena Fonte Nova, depois de vencer o O’Higgins por 2 a 1 no tempo normal e cair por 4 a 3 nos pênaltis. A decisão virou alvo de críticas porque o atacante Dell, de 17 anos, cobrou o terceiro pênalti e desperdiçou quando o Tricolor ainda tinha vantagem na série.
Após a partida, Rogério Ceni explicou que a ordem das cobranças foi definida a partir do que vê nos treinos e disse que o garoto vinha participando do jogo e estava entre os batedores considerados mais confiáveis no elenco. A cobrança de Dell, porém, recolocou o rival no confronto, e o Bahia acabou eliminado depois de também perder a batida de Everton Ribeiro.
O treinador tentou blindar o elenco e tratou o erro como parte do risco de assumir a responsabilidade no momento decisivo, além de reforçar que a escolha não foi feita “no impulso” durante a disputa. Ainda assim, reconheceu o peso da queda no ambiente do clube: “É o momento, psicologicamente, mais desfavorável que enfrentamos desde minha chegada”.
A eliminação tem impacto direto no calendário: sem avançar na fase preliminar, o Bahia fica sem competições internacionais em 2026 e perde uma fonte importante de premiação e bilheteria para a sequência da temporada. O time agora tenta transformar a frustração em reação imediata no Estadual, em meio ao aumento da pressão sobre o trabalho no comando técnico.