Copa do Mundo 2026: parlamentares europeus propõem boicote aos EUA após investida de Trump pela Groenlândia

Copa do Mundo 2026: parlamentares europeus propõem boicote aos EUA após investida de Trump pela Groenlândia

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Tiago Mascarenhas

Reuters

Publicado em 21/01/2026 às 09:27 / Leia em 2 minutos

A disputa geopolítica pelo controle do Ártico transbordou para os gramados e ameaça a normalidade da Copa do Mundo de 2026. Parlamentares da Alemanha e do Reino Unido começaram a defender abertamente que as seleções europeias boicotem o torneio, que terá jogos nos Estados Unidos, como resposta à recente escalada de Donald Trump sobre a Groenlândia.

Nas últimas semanas, a Casa Branca intensificou a retórica sobre a anexação do território autônomo dinamarquês, não descartando inclusive o uso de força militar. A postura agressiva gerou uma crise sem precedentes na Otan e agora coloca o evento esportivo, sediado também por México e Canadá, como ferramenta de pressão diplomática.

No Reino Unido, a estratégia sugerida pelos legisladores é clara: ferir a vaidade do presidente americano. O parlamentar conservador Simon Hoare defendeu que retirar a seleção inglesa da disputa e cancelar a visita de Estado do Rei Charles III seriam formas eficazes de constrangimento público.

“(Trump) é sensível, tem um ego inflado e não gosta de passar vergonha. As seleções de futebol devem jogar em estádios americanos? Essas são coisas que envergonhariam o presidente em casa. É necessário combater fogo com fogo”, declarou Hoare.

A tese é endossada pelo liberal-democrata Luke Taylor, que vê no boicote uma forma de atacar “a única coisa que ele considera relevante: o próprio orgulho”.

Na Alemanha, o debate já ganhou as ruas. O deputado federal Jürgen Hardt afirmou ao jornal Bild que a presença da seleção tetracampeã deve ser reavaliada para “trazer Trump à razão”.

A ideia encontra eco na população. Uma pesquisa do instituto INSA, realizada em meados de janeiro, revelou que 47% dos alemães apoiam o boicote ao Mundial. Apenas 35% rejeitam a ideia, enquanto 18% se disseram indecisos.

Apesar da pressão legislativa e popular, os governos europeus ainda mantêm cautela. Yvette Cooper, ministra britânica das Relações Exteriores, afirmou que o Reino Unido prioriza, por enquanto, o diálogo diplomático para resolver o impasse. Até o momento, nenhuma federação oficializou a retirada do torneio que começa em junho.

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