A Copa Intercontinental 2025, novo torneio anual da Fifa entre campeões continentais, terá o Flamengo estreando em 10 de dezembro, às 14h (de Brasília), contra o Cruz Azul, no estádio Ahmad Bin Ali, em Al Rayyan, no Catar; em caso de vitória, o time ainda pode encarar Pyramids e PSG no caminho ao título.
Criada para substituir o antigo Mundial de Clubes em formato anual, a competição reúne seis campeões: o Paris Saint-Germain pela Europa, o Cruz Azul pela Concacaf, o Al-Ahli pela Ásia, o Pyramids pelo continente africano, o Auckland City pela Oceania e o Flamengo como representante sul-americano, entrando diretamente na fase chamada de Dérbi das Américas.
Na estreia rubro-negra, o duelo eliminatório com o Cruz Azul coloca frente a frente os campeões das Américas do Sul e do Norte/Centro. O jogo será em partida única, no Catar, apenas três dias depois da última rodada do Brasileirão, o que comprime o calendário e obriga a comissão técnica a equilibrar descanso, viagem longa e preparação para o confronto decisivo.
Se avançar contra os mexicanos, o Flamengo volta a campo em 13 de dezembro para enfrentar o Pyramids, campeão africano, novamente em confronto único no mesmo estádio. O vencedor dessa partida garante vaga na decisão marcada para 17 de dezembro, contra o PSG, que já está classificado diretamente para a final e aguarda o desfecho da chamada Copa Challenger.
Para o clube e a torcida, o torneio representa mais uma chance de conquistar um título mundial após o tetra da Libertadores. Ao mesmo tempo, internamente há críticas à logística: “Acho que o Intercontinental é absolutamente injusto. Vamos chegar menos de 20 horas antes do jogo”, disse Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente do Flamengo, ao comentar o desafio de cruzar fusos horários e ainda assim manter o nível de desempenho em até três partidas decisivas em uma semana.