UFBA: Instituto de Humanidades repudia suspensão do curso de Medicina para os Bacharelados Interdisciplinares

UFBA: Instituto de Humanidades repudia suspensão do curso de Medicina para os Bacharelados Interdisciplinares

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Antonio Dilson Neto, com informações do Correios*

Reprodução/IHAC

Publicado em 10/10/2024 às 22:15 / Leia em 2 minutos

O Instituto de Humanidades, Artes e Ciências (IHAC) da Universidade Federal da Bahia (UFBA) manifestou repúdio à recente decisão de suspender o curso de Medicina vinculado ao programa de Bacharelados Interdisciplinares (BI) da instituição.

A medida foi aprovada na última quarta-feira (9) pelo Conselho Acadêmico de Ensino (CAE) e terá validade por três anos, a partir de 2025.

Segundo o IHAC, a decisão do CAE desconsiderou parecer da Procuradoria Federal junto à UFBA, que recomendava que o assunto fosse deliberado pelo Conselho Universitário (Consuni).

“Diante dessa decisão arbitrária, o IHAC informa que recorrerá ao Consuni, buscando ampliar o debate e encontrar soluções que minimizem os impactos das ações judiciais e dos ingressos por judicialização no curso de Medicina, sem comprometer o projeto dos Bacharelados Interdisciplinares”, declarou o instituto em nota oficial.

A suspensão, de acordo com o IHAC, pode ter consequências para as políticas afirmativas e comprometer a inclusão social na universidade. “O IHAC reforça a importância de se respeitar os processos democráticos e as conquistas obtidas por meio do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), que ampliaram o acesso à universidade pública e à diversidade de sua comunidade estudantil”, destacou a instituição.

O IHAC também convidou a comunidade acadêmica a participar das discussões sobre a medida, defendendo a manutenção de um “projeto educacional inclusivo e inovador”. A preocupação central é que a suspensão do curso de Medicina nos BI afete o compromisso da universidade com a inclusão e a diversidade.

Até o momento, a UFBA não se manifestou oficialmente sobre o assunto. A reportagem do Correio* também não conseguiu contato com o CAE, o Consuni e a Faculdade de Medicina da Bahia (Famed).

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