Oito empresários brasileiros bilionários construíram fortunas sem diploma universitário; conheça histórias

Oito empresários brasileiros bilionários construíram fortunas sem diploma universitário; conheça histórias

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Gabriel Moura

Divulgação

Publicado em 06/11/2026 às 18:07

Ter um diploma universitário costuma ser associado a melhores oportunidades de carreira e crescimento profissional. Entre os bilionários brasileiros, porém, há empresários que construíram grandes fortunas sem concluir uma graduação. O levantamento da Forbes 2026 reúne oito nomes que seguiram trajetórias diferentes e chegaram ao topo de setores como varejo, alimentação, mercado financeiro e tecnologia.

Um dos exemplos é Ilson Mateus Rodrigues, fundador do Grupo Mateus, cuja fortuna é estimada em R$ 3,5 bilhões. Natural do Maranhão, ele concluiu apenas o ensino fundamental e começou a trabalhar aos 12 anos. Antes de criar uma das maiores redes de supermercados do Nordeste, passou pelo garimpo e trabalhou como torneiro mecânico. A empresa abriu capital na bolsa de valores em 2020.

Outro empresário que construiu seu negócio sem formação universitária é Alexandre Tadeu da Costa, fundador da Cacau Show, com patrimônio estimado em R$ 2,4 bilhões. Aos 17 anos, ele começou a vender bombons em padarias de São Paulo, utilizando um Fusca 1978 para realizar as entregas. Atualmente, prepara a inauguração de um parque temático de R$ 2 bilhões em Itu, no interior paulista, após adquirir o Playcenter.

Entre os maiores patrimônios da relação estão os irmãos Joesley e Wesley Batista, avaliados em R$ 21,9 bilhões cada. Os dois deixaram os estudos ainda jovens para trabalhar no frigorífico do pai, em Goiás. A partir do negócio familiar, participaram da expansão da JBS, que se tornou uma das maiores empresas de carnes do mundo. O grupo também controla 50% das ações com direito a voto da Mantiqueira. Em 2026, o PicPay, fintech ligada à J&F, holding que controla a JBS, estreou na Nasdaq.

No setor de proteínas, outro nome da lista é Marcos Molina dos Santos, dono de uma fortuna estimada em R$ 6,1 bilhões. Ele começou a trabalhar no ramo de carnes aos 16 anos e atualmente comanda a MBRF, companhia formada a partir da fusão entre Marfrig e BRF.

Já no mercado financeiro, o gaúcho Júlio Bozano acumula patrimônio de R$ 12,6 bilhões. Ele não concluiu o curso de Arquitetura na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mas participou da fundação do Banco Bozano, Simonsen. Anos depois, criou a Bozano Investimentos, atualmente chamada Crescera Capital.

A lista também inclui dois representantes do setor de tecnologia: Henrique Dubugras e Pedro Franceschi, com patrimônio estimado em R$ 3,3 bilhões cada. Os empresários deixaram o curso de Ciência da Computação na Universidade de Stanford antes de completar um ano de estudos para fundar a Brex, empresa de tecnologia financeira especializada em cartões corporativos nos Estados Unidos.

A Brex chegou a ser avaliada em US$ 12,3 bilhões em 2022. Em abril de 2026, foi vendida ao grupo bancário Capital One por US$ 5,15 bilhões, valor equivalente a aproximadamente R$ 26,4 bilhões, segundo a conversão divulgada pela Forbes.

O levantamento da Forbes considera informações públicas oficiais sobre ações negociadas em bolsa, com dados apurados em 30 de junho de 2026. As trajetórias dos oito empresários mostram diferentes caminhos de formação e empreendedorismo, com experiências que começaram no trabalho desde cedo ou na criação de empresas ainda durante a juventude.

Compartilhe

Alô Alô Bahia Newsletter

Inscreva-se grátis para receber as novidades e informações do Alô Alô Bahia