Trump sofre derrota histórica nos EUA, e democratas assumem controle do Congresso

Trump sofre derrota histórica nos EUA, e democratas assumem controle do Congresso

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

José Mion/Alô Alô Bahia

Doug Mills/The New York Times

Publicado em 04/11/2026 às 08:19

As eleições de meio de mandato realizadas nesta terça-feira (3) nos Estados Unidos representaram uma expressiva derrota política para o presidente Donald Trump. Em uma onda de vitórias históricas, o Partido Democrata conquistou o controle das duas Casas do Congresso americano, o Senado e a Câmara dos Representantes, impondo um revés ao governo republicano e sinalizando insatisfação de parte do eleitorado com os rumos do país. O resultado surpreendeu pela dimensão dos avanços democratas, que conseguiram vencer disputas em estados tradicionalmente republicanos, alguns deles redutos históricos de Trump.

Entre os resultados de maior repercussão estão as vitórias democratas no Texas, onde James Talarico conquistou uma cadeira no Senado após quase quatro décadas sem que o partido elegesse um senador pelo estado, e no Kansas, que elegeu seu primeiro senador democrata desde 1932. Na Carolina do Sul, Annie Andrews também protagonizou uma vitória histórica, enquanto o democrata Sherrod Brown venceu a disputa em Ohio. Os resultados reforçaram a dimensão nacional do movimento e representaram derrotas para candidatos apoiados diretamente por Trump.

A insatisfação com o custo de vida, a inflação, a condução da economia, as preocupações com corrupção no governo e a impopularidade da guerra com o Irã estiveram entre os principais fatores que influenciaram o voto. Tradicionalmente, as eleições de meio de mandato funcionam como uma espécie de avaliação do presidente em exercício, e o resultado deste ano evidenciou o desgaste da administração republicana.

A mudança no equilíbrio de forças terá consequências importantes para os dois últimos anos do mandato de Trump. Com maioria no Senado e na Câmara, os democratas poderão dificultar a aprovação de projetos do presidente, barrar indicações para cargos importantes e ampliar a fiscalização sobre a administração federal, incluindo investigações envolvendo integrantes do governo e aliados do republicano. A vitória também fortalece o partido na preparação para a eleição presidencial de 2028, quando Trump não poderá concorrer novamente, conforme determina a Constituição americana.

Trump, por sua vez, procurou minimizar o resultado, afirmando que as derrotas não representavam necessariamente uma avaliação pessoal de seu governo e atribuindo parte do desempenho à qualidade dos candidatos republicanos. Apesar do revés, o presidente afirmou que aceitará os resultados e sinalizou disposição para negociar com a oposição, embora tenha ameaçado vetar propostas democratas que considerar inadequadas.

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