Eleições nos EUA: entenda o que são as midterms e o que está em jogo para Trump

Eleições nos EUA: entenda o que são as midterms e o que está em jogo para Trump

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 03/11/2026 às 08:44

Os americanos vão às urnas nesta terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. A votação não escolhe um novo presidente, mas pode mudar a composição do Congresso e afetar diretamente os próximos dois anos do governo de Donald Trump.

Neste ano, estarão em disputa as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. Também haverá eleições para governador em 36 estados, além de disputas por cargos estaduais e locais.

Como funcionam as midterms?

Realizadas a cada dois anos, as eleições acontecem na metade do mandato presidencial, que dura quatro anos nos Estados Unidos. Na Câmara, todos os deputados são eleitos para mandatos de dois anos. No Senado, os mandatos são de seis anos e a renovação ocorre por etapas, com cerca de um terço das vagas em disputa a cada ciclo.

Atualmente, os republicanos, partido de Trump, controlam as duas Casas do Congresso. Os democratas tentam conquistar maioria para ampliar sua influência sobre as decisões nacionais.

O que está em jogo para Trump?

O resultado pode facilitar ou dificultar a aprovação de projetos defendidos pela Casa Branca. Se os democratas conquistarem a maioria na Câmara, por exemplo, terão controle das principais comissões e poderão ampliar a fiscalização sobre o governo, com investigações e convocações de autoridades.

No Senado, uma mudança de comando também afetaria a tramitação de propostas e a confirmação de indicações para cargos importantes. Para os republicanos, manter as duas Casas significa preservar uma base legislativa mais favorável à agenda presidencial.

Por que a eleição chama atenção?

As midterms costumam funcionar como um termômetro da popularidade do presidente. Historicamente, o partido que ocupa a Casa Branca tende a perder cadeiras nesse tipo de votação. Em 2018, durante o primeiro mandato de Trump, os democratas conquistaram a maioria da Câmara.

A disputa deste ano ocorre em meio a debates sobre custo de vida, imigração, preços dos combustíveis e a guerra com o Irã. O resultado também será observado como um sinal do cenário político para a eleição presidencial de 2028.

Embora não determine quem será o próximo presidente, a votação pode redefinir a relação de forças em Washington e estabelecer os limites políticos para a segunda metade do mandato de Trump.

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