BYD já gera mais de 22 mil empregos e movimenta R$ 1 bilhão por ano em salários na Bahia

BYD já gera mais de 22 mil empregos e movimenta R$ 1 bilhão por ano em salários na Bahia

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 29/10/2026 às 17:32

O complexo industrial da BYD, em Camaçari, já está associado à geração de mais de 22 mil empregos diretos, indiretos e induzidos e à movimentação de R$ 1,03 bilhão por ano em massa salarial na Bahia. Os números fazem parte dos primeiros resultados de um estudo realizado pelo Observatório da Indústria, unidade de inteligência econômica da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), em parceria com a montadora chinesa.

O levantamento utiliza informações de fontes oficiais, como IBGE, Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e Secretaria da Fazenda da Bahia, para avaliar os efeitos econômicos e sociais da instalação da empresa no estado.

Entre os indicadores apresentados está o salário médio do setor industrial em Camaçari, que chegou a R$ 3.905,85, valor aproximadamente 24% superior à média da indústria baiana, de R$ 3.147,88.

Atualmente, a operação da BYD mantém mais de 9,5 mil empregos diretos, dos quais 90% são ocupados por trabalhadores baianos. Nas linhas de produção, as mulheres representam 33% da força de trabalho.

Outros 3 mil trabalhadores atuam indiretamente na construção das unidades industriais que integram a primeira fase do complexo. Segundo o estudo, o consumo dos profissionais e a circulação de renda na economia local também sustentam cerca de 10.080 postos adicionais, classificados como empregos induzidos.

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Retomada da indústria automotiva em Camaçari

A instalação da BYD representa uma nova fase para a indústria automotiva de Camaçari, que sofreu uma forte retração após o encerramento das atividades da Ford.

De acordo com o levantamento, o setor chegou a empregar quase 7 mil pessoas até 2020, mas registrava apenas 12 vínculos formais ativos em 2023.

Com a chegada da montadora chinesa, a atividade industrial voltou a crescer no município. A BYD já ocupa a segunda posição entre as maiores empregadoras do setor industrial da Bahia, segundo os dados apresentados.

“A chegada da BYD devolveu ao polo automotivo de Camaçari uma escala que ele não tinha desde a saída da Ford. Os números mostram uma recuperação real, mas também deixam claro que ainda há espaço para avançar, sobretudo na cadeia de fornecedores locais”, avalia Ricardo Menezes Kawabe, gerente do Observatório da Indústria da FIEB.

Para Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD do Brasil, os efeitos da operação ultrapassam os limites da fábrica.

“O estudo da FIEB mostra que parte preponderante das divisas geradas pela BYD circula no próprio município de Camaçari e nas cidades do entorno, transformando a realidade de estabelecimentos comerciais, empresas prestadoras de serviços e outros negócios”, afirma.

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Fábrica já produziu mais de 150 mil veículos

Inaugurado em outubro de 2025, o complexo da BYD ocupa uma área de 4,65 milhões de metros quadrados, onde funcionava a antiga fábrica da Ford. O investimento inicial anunciado foi de R$ 5,5 bilhões.

Segundo a empresa, a unidade já produziu mais de 150 mil veículos e atualmente fabrica quatro modelos eletrificados: Dolphin Mini, King, Song Pro e Atto 2.

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A capacidade inicial anunciada é de 150 mil veículos por ano, com possibilidade de expansão gradual até 600 mil unidades anuais, após a conclusão das etapas previstas para o complexo.

Os próximos investimentos incluem a incorporação dos processos de soldagem, pintura e estamparia, com o objetivo de ampliar a produção nacional e desenvolver uma cadeia de fornecedores.

O estudo do Observatório da Indústria terá continuidade ao longo de 12 meses, com análises sobre outros possíveis efeitos da operação na região, incluindo indicadores sociais e econômicos.

A pesquisa também pretende avaliar questões como redução da pobreza e eventuais mudanças nos índices de criminalidade. Esses impactos, no entanto, ainda serão investigados e não constituem conclusões dos resultados preliminares.

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