Daniel Cady compartilhou, nesta quinta-feira (29), nas redes sociais, detalhes de seu trabalho no campo de refugiados de Dzaleka, no Malawi, país localizado no continente africano. Ele está no local para colaborar com a Fraternidade Sem Fronteiras, organização não governamental sem fins lucrativos que desenvolve ações de assistência social.
“Mais um ano aqui no Malawi, colaborando com o Fraternidade Sem Fronteiras no campo de refugiados de Dzaleka”, escreveu o nutricionista.
Segundo Daniel, ele conheceu o grupo chamado “Mães do Campo” há dois anos e se identificou com o trabalho realizado pelas mulheres, a maioria mães solteiras com vários filhos, que cultivam a terra para sustentar suas famílias.
“Quando cheguei, o trabalho era de horta. A gente introduziu a agrofloresta, plantando árvores frutíferas junto com os cultivos, e hoje elas já estão crescendo por aqui. Na última vinda, montei um grupo com as mães e um viveiro para produzir as próprias mudas e plantar mais”, relatou.
De acordo com ele, muitas das famílias atendidas vieram da República Democrática do Congo e do Burundi e já trabalhavam na agricultura antes de chegar ao campo de refugiados.
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Projeto busca ampliar a produção de alimentos
Daniel explicou que sua missão é desenvolver a agroecologia, melhorar os processos de cultivo e aumentar a produtividade e a diversidade das plantações. Entre as espécies que pretende introduzir estão caju, acerola, pinha e moringa, conhecidas no Brasil.
“O objetivo é soberania alimentar, que é poder escolher o que se come. Hoje a colheita ainda não sustenta o projeto, e parte da comida é comprada fora. A ideia é chegar a uma sustentabilidade produtiva”, explicou.
Como ajudar
A Fraternidade Sem Fronteiras atua no apoio a crianças e jovens por meio de iniciativas que incluem distribuição de alimentos e roupas, cuidados de saúde, educação e formação profissionalizante.
Daniel também destacou que há diferentes formas de contribuir com o projeto, seja trabalhando diretamente no campo, oferecendo orientação técnica ou doando recursos para a compra de ferramentas, sementes e melhorias na irrigação.
“Dá pra ajudar de muitos jeitos: vindo trabalhar no campo, orientando tecnicamente ou doando para comprar enxada, semente e melhorar a irrigação”, afirmou.
Ao final da publicação, o nutricionista convidou os seguidores a conhecerem as formas de colaborar com a iniciativa no campo de refugiados de Dzaleka, no Malawi.