Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, segue como primeira-dama do Brasil ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Socióloga de formação, ela ganhou projeção nacional durante a campanha presidencial de 2022 e, desde o início do atual mandato, passou a ocupar um espaço de destaque em agendas sociais, culturais e políticas.
Nascida em 27 de agosto de 1966, em União da Vitória, no Paraná, Janja cresceu em Curitiba. É formada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), tem especialização em História e MBA em Gestão Social e Sustentabilidade.
Carreira e atuação profissional
Antes de assumir o papel de primeira-dama, Janja construiu uma trajetória profissional ligada ao setor de energia e a iniciativas de desenvolvimento social. Em 2005, ingressou na Itaipu Binacional, onde trabalhou em projetos relacionados à sustentabilidade e à responsabilidade social. Também atuou na Eletrobras, entre 2012 e 2016, na área de comunicação e relações institucionais.
A socióloga também teve experiência como professora universitária e mantém uma trajetória de participação política. Filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT) desde 1983, quando tinha 17 anos, ela se envolveu em atividades partidárias ainda jovem.
Como começou o relacionamento com Lula
A história de Janja com Lula ganhou atenção pública em 2019, quando o relacionamento se tornou conhecido após o período em que o então ex-presidente esteve preso em Curitiba. Os dois começaram a namorar em 2018 e oficializaram a união em 18 de maio de 2022, em uma cerimônia realizada em São Paulo, meses antes da eleição presidencial daquele ano.
Durante a campanha, Janja participou de eventos, subiu em palanques, discursou e ajudou a mobilizar artistas e apoiadores. Sua presença também marcou a transição de governo e a preparação da cerimônia de posse de Lula, em janeiro de 2023.
Atuação como primeira-dama
Desde que Lula iniciou o terceiro mandato presidencial, Janja tem participado de agendas nacionais e internacionais e se envolvido em temas como combate à fome, segurança alimentar, sustentabilidade e direitos das mulheres.
Em março de 2026, ela foi nomeada Campeã da Boa Vontade da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) contra a Fome. A função prevê a divulgação de iniciativas voltadas à segurança alimentar, ao fortalecimento da agricultura sustentável e ao empoderamento das mulheres.
Diferentemente de primeiras-damas que mantiveram uma atuação mais discreta, Janja costuma se posicionar publicamente sobre assuntos políticos e sociais. Essa participação ampliada também provoca debates sobre os limites e o papel de uma primeira-dama, função que não corresponde a um cargo eletivo.