Análise: Vasco perde controle do jogo, paga por falhas defensivas e é eliminado pelo Boca na Sul-Americana

Análise: Vasco perde controle do jogo, paga por falhas defensivas e é eliminado pelo Boca na Sul-Americana

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 21/10/2026 às 06:32

O Vasco desperdiçou a vantagem conquistada na Argentina e foi eliminado da Copa Sul-Americana após perder por 3 a 1 para o Boca Juniors, nesta terça-feira (20), no Maracanã. A equipe de Pedro Emanuel, que havia vencido por 1 a 0 na Bombonera, apresentou problemas defensivos, dificuldades na construção ofensiva e só conseguiu reagir depois do intervalo. A derrota por 3 a 2 no placar agregado encerrou a campanha vascaína nas semifinais.

Falhas defensivas e meio-campo desorganizado comprometeram o Vasco

O principal problema do Vasco foi a incapacidade de reproduzir a organização apresentada no primeiro confronto. Na Argentina, o time conseguiu controlar boa parte das ações com circulação de bola e segurança no meio-campo. No Maracanã, encontrou dificuldades para sair jogando, pressionar o adversário e proteger os espaços à frente da defesa.

O Boca explorou essa desorganização desde os primeiros minutos. Di Lollo abriu o placar aos quatro minutos, após superar Sosa pelo alto em uma cobrança de escanteio. O gol eliminou rapidamente a vantagem vascaína e alterou o comportamento da partida. Sem conseguir estabelecer uma pressão coordenada, o Vasco permitiu que os argentinos circulassem a bola e acionassem os jogadores pelos lados.

Sosa, um dos responsáveis pela organização da saída de jogo, teve dificuldades tanto na distribuição quanto na proteção defensiva. Thiago Mendes também participou pouco da construção, deixando o time dependente de iniciativas individuais. O segundo gol mostrou outra consequência dessa instabilidade. Após erros na recuperação e na disputa da bola, Saldivia falhou, Villa encontrou Merentiel em profundidade e o atacante ampliou a vantagem argentina.

Ausências e escolhas ofensivas reduziram a capacidade de reação

Sem Andrés Gómez, suspenso, e Colidio, que não estava inscrito na competição, Pedro Emanuel precisou modificar o funcionamento do ataque. A escolha por David e Adson nas pontas não produziu a movimentação necessária para desorganizar a defesa argentina.

O Vasco perdeu capacidade de acelerar pelos lados e aproximar seus jogadores na entrada da área. Adson, decisivo na partida de ida, encontrou dificuldades nas disputas individuais, enquanto David pouco conseguiu oferecer em profundidade. Bruno Duarte ficou isolado em diversos momentos, recebendo poucas bolas em condições favoráveis de finalização.

O problema não esteve apenas nos atacantes. A circulação de bola era frequentemente interrompida por passes imprecisos, e o meio-campo não conseguia conectar a defesa ao setor ofensivo. Mesmo quando recuperava a posse, o Vasco tinha dificuldades para transformar essas situações em ataques organizados.

Pedro Emanuel corrigiu parte do problema no intervalo, com as entradas de Marino Hinestroza e Brenner. As mudanças deram mais mobilidade ao ataque e melhoraram a participação dos jogadores entre as linhas do Boca. O Vasco passou a ocupar o campo adversário com maior frequência, embora ainda encontrasse dificuldades para criar oportunidades claras.

Reação no segundo tempo não compensou os erros decisivos

Com o Boca mais recuado, o Vasco avançou seus laterais e passou a utilizar melhor a largura do campo. Cuiabano ganhou espaço pela esquerda, enquanto Marino e Brenner ofereceram alternativas de movimentação. A pressão cresceu e Puma Rodríguez, que havia entrado no lugar de Paulo Henrique, aproveitou um afastamento ruim da defesa após cruzamento de Cuiabano para diminuir o placar.

O gol deixou o confronto empatado em 2 a 2 no agregado e encaminhava a decisão para os pênaltis. Entretanto, mesmo com maior presença ofensiva, o Vasco continuou vulnerável quando perdia a posse e não conseguiu transformar o volume de jogo em controle efetivo.

O terceiro gol resumiu essa fragilidade. Leandro Paredes recebeu com liberdade na intermediária e finalizou de longa distância. Léo Jardim falhou na defesa e permitiu que o Boca retomasse a vantagem definitiva. A falha do goleiro foi determinante, mas o espaço concedido ao argentino também revelou a dificuldade coletiva de proteger a região central.

A eliminação não pode ser atribuída apenas ao erro de Léo Jardim. O Vasco comprometeu a classificação ao sofrer dois gols evitáveis no primeiro tempo e depender de uma recuperação que exigiu mudanças profundas em sua maneira de jogar.

Eliminado da Sul-Americana, o Vasco volta a campo no sábado (24), às 18h30, contra o Corinthians, em São Januário, pela 32ª rodada do Brasileirão. A equipe ocupa a 15ª posição, com 35 pontos, e luta para se afastar da zona de rebaixamento. Também terá a semifinal da Copa do Brasil contra o Palmeiras, em novembro. O Boca Juniors enfrenta o Independiente no domingo (25), pelo Campeonato Argentino, e está classificado para a final da Sul-Americana, marcada para 21 de novembro, em Barranquilla.

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