Flor Gil emociona após cantar com Caetano Veloso em Ato pela Democracia no Rio: “Música é resistência”

Flor Gil emociona após cantar com Caetano Veloso em Ato pela Democracia no Rio: “Música é resistência”

Redação Alô Alô Bahia

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Luana Veiga

Reprodução

Publicado em 20/10/2026 às 17:45

A cantora Flor Gil se emocionou ao participar do Ato pela Democracia, realizado em Copacabana, no Rio de Janeiro. Neta de Gilberto Gil, ela subiu ao palco ao lado de Caetano Veloso, um dos grandes nomes da música brasileira e amigo de longa data de seu avô, para interpretar a canção “O Leãozinho”.

Após a apresentação, Flor compartilhou nas redes sociais a emoção de viver o momento e destacou a importância da música como instrumento de resistência e liberdade. A artista também ressaltou a defesa da democracia e o desejo de construir um país livre do ódio, do preconceito e da censura.

“Vivi uma das coisas mais lindas! Acredito que tudo é político, que música é resistência e cantar é liberdade. Tô muito feliz por ter cantado com o Caetano Veloso, que amo de paixão, uma música tão linda. A emoção é inexplicável, estou muito agradecida!”, escreveu.

Na publicação, Flor afirmou que sua participação no evento também foi motivada pela defesa dos direitos das novas gerações. “Canto porque acredito na força da nossa voz, na resistência da arte. E principalmente no poder que a música tem de fazer a gente sentir e pensar diferente. Também estava ali pelas novas gerações que querem e têm o direito de viver num país democrático, seguro, livre do ódio, dos preconceitos e censuras”, declarou.

A artista ainda falou sobre o orgulho de carregar o sobrenome Gil e mencionou a tia, a cantora Preta Gil, que faleceu em julho de 2025. “Represento meu sobrenome com muito orgulho e respeito e sentindo sempre a presença da minha tia Preta comigo. Foi lindo ver tanta gente vibrando junto! Vamos fazer barulho, promover mudanças e lutar pela democracia!”, completou.

Caetano Veloso relembra ditadura e defende a democracia

O Ato pela Democracia reuniu artistas de diferentes gerações em uma programação musical na orla de Copacabana. A abertura ficou por conta de Edu Krieger, seguida por apresentações de Sophie Charlotte, que cantou “Dê um Rolê”, sucesso lançado por Gal Costa em 1971, além de nomes como 3030, Rubel, Delacruz, Fernanda Abreu e Jão.

Também participaram Moreno Veloso, Xamã, Puterrier, Ebony, Moacyr Luz, Nego Álvaro, Duda Beat e Jorge Vercillo, entre outros artistas.

Um dos momentos marcantes da programação foi o encontro de Caetano Veloso com Djavan. Juntos, eles interpretaram músicas como “Sina”, “Lilás” e “Linha do Equador”. Em seguida, Caetano permaneceu no palco para cantar “Alegria, Alegria” e “Gente” e falou sobre a importância da mobilização em defesa da democracia.

O artista relembrou a própria experiência durante a ditadura militar, quando foi preso, e mencionou outros nomes da cultura brasileira que também sofreram perseguição durante o regime.

“Durante a Ditadura Militar, eu fui preso, fiquei em uma solitária, assim como colegas meus também: Gilberto Gil, Geraldinho Azevedo, várias figuras da cultura brasileira sofreram isso. Nós estamos aqui para apresentar uma defesa da democracia contra esse tipo de coisa. A juventude é importantíssima nesse momento da nossa história, que a juventude se sinta representando a história brasileira”, declarou.

A programação seguiu com “Cajuína”, interpretada por Caetano ao lado de Marina Sena, e “O Leãozinho”, com Flor Gil. Jotapê, Gabriel Pensador, Kleber Lucas, Frejat, João Barone e Léo Jaime também passaram pelo palco. Caetano voltou a se apresentar com Kleber Lucas, em uma interpretação de “Deus Cuida de Mim”.

Na parte final do evento, o público acompanhou shows de Ivan Lins, Geraldo Azevedo, João Bosco, Simone, Chico César, Marina Sena e Diogo Nogueira.

Djavan também aproveitou a ocasião para defender a democracia e a soberania nacional. “Desejo a todos uma eleição maravilhosa, salve a democracia do Brasil, a soberania do nosso país. Força, saúde e felicidade para todos, até a próxima. O Brasil é nosso”, afirmou.

Caetano, por sua vez, reforçou a relação entre a produção artística nacional e a defesa das liberdades democráticas. “A cultura brasileira, a música brasileira, resistindo contra as ameaças contra a democracia”, declarou.

O encerramento ocorreu por volta das 20h30, com a bateria da Estação Primeira de Mangueira. A escola de samba levou à Avenida Atlântica o samba-enredo “História para ninar gente grande”, que conquistou o título do Carnaval de 2019. Imagens feitas por drone mostraram a multidão ocupando diversos quarteirões da orla de Copacabana.

 

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