A osteoporose é uma doença silenciosa e progressiva que enfraquece os ossos e aumenta o risco de fraturas. Embora esteja associada ao envelhecimento, a prevenção deve começar antes da terceira idade, especialmente entre mulheres a partir dos 40 anos.
Durante a transição para a menopausa, as mudanças hormonais podem acelerar a perda de massa óssea, exigindo atenção redobrada à saúde dos ossos.
Segundo a Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), cerca de 10 milhões de pessoas vivem com a doença no Brasil. No mundo, uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens com mais de 50 anos sofrerão uma fratura relacionada à osteoporose.
Para o profissional de Educação Física e especialista em fisiologia do exercício Jauan Anselmo, o treino resistido pode contribuir positivamente para a manutenção da estrutura óssea, além de fortalecer os músculos e melhorar a capacidade funcional, fatores relevantes para reduzir o risco de quedas.
“A musculação precisa ser entendida também como um investimento na saúde óssea. Os ossos respondem aos estímulos mecânicos que recebem, e exercícios bem prescritos podem contribuir para preservar sua estrutura ao longo do tempo. O importante é respeitar a individualidade de cada aluno, considerar seu histórico e progredir de maneira segura e consistente”, explica Jauan.
Atenção aos risco
Além das mulheres na menopausa, pessoas sedentárias e com histórico familiar de osteoporose devem redobrar os cuidados com a saúde óssea. Uma pesquisa divulgada pelo Jornal da USP identificou benefícios da atividade física para a manutenção da estrutura óssea após a menopausa, incluindo a preservação dos minerais e da microarquitetura dos ossos.
Para Jauan, a prescrição do treinamento resistido deve levar em conta o condicionamento físico, a mobilidade, a experiência com exercícios e as particularidades de cada aluno.
Movimentos como agachamentos e exercícios de desenvolvimento podem integrar a rotina, desde que sejam executados com técnica adequada e progressão segura.
“Não existe uma ficha de treino que sirva para todo mundo. Para quem está começando, para mulheres no período da menopausa ou para quem tem histórico familiar de osteoporose, precisamos olhar para o contexto de cada pessoa e construir uma rotina possível, segura e progressiva, sempre com acompanhamento médico”, afirma o profissional.