A família do cantor Netinho encontrou uma maneira diferente de informar a data da morte do artista no convite para a missa de sétimo dia: em vez de escrever 13 de outubro, usou a expressão “12+1”. A publicação foi feita nas redes sociais para divulgar a cerimônia, marcada para esta segunda-feira (19), ao meio-dia, na Igreja do Bonfim, em Salvador.
A escolha faz referência a uma prática adotada pelo próprio cantor em suas redes sociais. Crítico do Partido dos Trabalhadores (PT), Netinho evitava escrever o número 13 em publicações e costumava substituí-lo por “12+1”, inclusive em postagens feitas em datas como 13 de março, abril e junho.

O artista morreu aos 60 anos, em Salvador, após enfrentar um câncer no sistema linfático por mais de um ano. Segundo informações divulgadas sobre o caso, ele tratava um linfoma não Hodgkin do tipo B, que evoluiu para falência renal e disfunção de múltiplos órgãos.
A missa será aberta ao público, diferentemente do velório, realizado de forma restrita a familiares e amigos. O corpo do cantor foi cremado na quarta-feira (14), um dia após a morte.
Netinho também teve atuação política alinhada à direita e declarou apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 2021, participou de um ato bolsonarista na Avenida Paulista, em São Paulo, quando cantou “Milla”, sucesso de sua carreira, o que provocou uma disputa com o compositor Manno Góes pelo uso da música. No ano seguinte, concorreu a uma vaga de deputado federal pelo PL, mas não foi eleito.