Antes da fama, Netinho estudou Engenharia e chegou a cantar em bares de Salvador

Antes da fama, Netinho estudou Engenharia e chegou a cantar em bares de Salvador

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Redação Alô Alô Bahia

Reprodução

Publicado em 13/10/2026 às 11:15

Antes de conquistar o Brasil com sucessos como Milla e Beijo na Boca, o cantor Netinho, que morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador, teve uma trajetória pouco conhecida pelo grande público. Natural de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, o artista chegou a cursar Engenharia Civil na Universidade Católica do Salvador (Ucsal) e começou a carreira musical se apresentando em bares da capital baiana.

Batizado de Ernesto de Souza Andrade Júnior, Netinho nasceu em 12 de julho de 1966. Aos nove anos, perdeu o pai em um acidente de carro e, no ano seguinte, mudou-se com a família para Salvador. Foi na capital que desenvolveu sua relação com a música. Aos 14 anos, ganhou da mãe seu primeiro violão e aprendeu a tocar sozinho.

Aos 16 anos, ingressou na faculdade de Engenharia Civil, mas não deixou a música de lado. Dois anos depois, começou a cantar profissionalmente em bares de Salvador, com um repertório dedicado à Música Popular Brasileira (MPB) e à bossa nova. Em pouco tempo, passou a se apresentar praticamente todos os dias da semana, conquistando espaço na noite soteropolitana.

A aproximação com o Carnaval aconteceu na década de 1980, quando Netinho conheceu de perto a energia dos trios elétricos. Durante um desfile do Bloco Beijo, então comandado por Luiz Caldas e a Banda Acordes Verdes, descobriu uma nova possibilidade para sua carreira. Posteriormente, participou de uma seleção para integrar a Banda Beijo e foi aprovado.

Em 1988, estreou no circuito oficial do Carnaval de Salvador como vocalista da Banda Beijo. A partir daí, ganhou projeção nacional, especialmente com a música Beijo na Boca, que se tornou um dos sucessos daquele período.

Em 1993, iniciou a carreira solo e ampliou sua presença no cenário musical brasileiro. Três anos depois, lançou Milla, um dos maiores sucessos de sua trajetória, que atravessou gerações e ajudou a levar o axé para além das fronteiras do país. O cantor também realizou apresentações internacionais, incluindo países como Itália e Chile.

Ao longo da carreira, Netinho manteve uma relação especial com Salvador, cidade onde deu os primeiros passos na música e construiu as bases de sua trajetória artística. Dos pequenos bares aos grandes trios elétricos, tornou-se uma das vozes associadas à expansão do axé na música brasileira.
O cantor morreu na manhã desta terça-feira (13), após enfrentar um linfoma não Hodgkin do tipo B. Segundo comunicado divulgado por sua equipe, a morte foi provocada por insuficiência renal e falência múltipla de órgãos decorrentes da doença.

Compartilhe

Alô Alô Bahia Newsletter

Inscreva-se grátis para receber as novidades e informações do Alô Alô Bahia