Luiza Brunet se pronuncia após Justiça fixar valor de indenização por agressões sofridas: “Representa muito pouco”

Luiza Brunet se pronuncia após Justiça fixar valor de indenização por agressões sofridas: “Representa muito pouco”

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Publicado em 13/10/2026 às 12:19

Luiza Brunet se pronunciou nesta terça-feira (13) após a Justiça determinar que seu ex-companheiro pague R$ 150 mil de indenização por danos morais em decorrência das agressões sofridas por ela. Em publicação nas redes sociais, a modelo comemorou o reconhecimento judicial da violência, mas questionou o valor estabelecido, considerando a situação financeira do condenado.

“Depois de tantos anos, finalmente saiu a sentença que condenou meu agressor a me indenizar pelos danos morais que me causou. A Justiça reconheceu a violência que sofri. Mas reconhecer o dano não significa, necessariamente, repará-lo de maneira justa”, escreveu.

Luiza reconheceu que a quantia é expressiva para grande parte da população brasileira, mas ponderou que representa pouco diante da realidade financeira de quem a agrediu. Para ela, a capacidade econômica do condenado precisa ser considerada na definição de uma reparação.

“Não se trata de colocar preço na dor. Nenhum dinheiro apaga uma agressão, devolve a tranquilidade perdida ou repara integralmente as marcas físicas e emocionais deixadas pela violência”, afirmou. Em seguida, questionou a eficácia de uma condenação que, segundo ela, praticamente não afeta o patrimônio de quem cometeu a violência.

A modelo também relembrou os anos de exposição, os ataques à sua imagem e o desgaste provocado pela batalha judicial. Segundo ela, a experiência reforçou seu compromisso com a defesa dos direitos das mulheres.

“Apesar de tudo, transformei parte dessa dor em propósito. Passei a dedicar minha voz, meu trabalho e minha visibilidade à defesa dos direitos das mulheres. Encontrei, na minha própria história, uma razão ainda maior para lutar por tantas outras”, declarou.

Embora considere a sentença um avanço, Luiza afirmou que continuará buscando uma reparação proporcional à gravidade das agressões e às consequências deixadas em sua vida. Ela também defendeu mudanças na discussão sobre as indenizações concedidas às vítimas de violência contra a mulher.

“Precisamos discutir a efetividade das penas aplicadas aos agressores e a necessidade de critérios de indenização que considerem não apenas a gravidade da violência e a extensão dos danos, mas também a realidade econômica de quem os causou”, escreveu.

Ao concluir o pronunciamento, a modelo destacou que a violência contra a mulher precisa gerar consequências concretas e que as vítimas não deveriam enfrentar longos processos para obter reconhecimento e reparação. “Porque uma condenação que pesa profundamente na vida de uma vítima não pode ser apenas uma despesa irrelevante na vida de seu agressor. A violência contra a mulher precisa ter consequências reais. E nenhuma mulher deveria precisar lutar por tantos anos para ser ouvida, respeitada e reparada”, concluiu.

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