O cantor Netinho, que morreu nesta terça-feira (13), em Salvador, aos 60 anos, preparava um espetáculo especial para celebrar suas seis décadas de vida. Batizado de 1966, em referência ao ano de seu nascimento, o projeto reuniria música e tecnologia em uma apresentação dedicada à sua trajetória artística.
Em junho, mesmo durante o tratamento contra o câncer, Netinho chegou a retomar os trabalhos de criação do espetáculo. Nas redes sociais, contou que havia passado um dia inteiro dedicado ao projeto e que pretendia voltar ao estúdio com sua equipe. O artista também revelou que buscava uma proposta diferente de tudo o que já havia apresentado, combinando recursos tecnológicos com a participação de músicos no palco.
A expectativa de voltar à estrada foi reafirmada em julho, quando completou 60 anos. Em uma publicação nas redes sociais, Netinho agradeceu pela vida e pelos desafios superados, além de compartilhar seus planos para depois da recuperação.
“Acabada essa luta insana, produzirei meu novo show”, declarou na ocasião, ao mencionar o projeto que tinha o nome provisório de 1966.
Natural de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, Netinho construiu uma carreira marcada por sucessos como Milla, Beijo na Boca e Menina. O cantor ganhou projeção nacional à frente da Banda Beijo e se tornou um dos nomes conhecidos do axé, especialmente durante a década de 1990.
O artista enfrentava uma recidiva de linfoma não Hodgkin, identificada em maio deste ano. Em setembro, sua equipe anunciou um afastamento temporário das redes sociais para que ele pudesse se dedicar integralmente ao tratamento. Netinho estava internado no Hospital Aliança Star, em Salvador.