Estudantes de escolas públicas do interior da Bahia levam pesquisas científicas para evento internacional na Colômbia

Estudantes de escolas públicas do interior da Bahia levam pesquisas científicas para evento internacional na Colômbia

Redação Alô Alô Bahia

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Mateus Pereira /GOVBA

Publicado em 09/10/2026 às 13:37

Da sala de aula para uma experiência internacional. Estudantes da rede pública estadual de Sapeaçu e Alagoinhas, no interior da Bahia, embarcaram nesta terça-feira (6) para a cidade de Montería, na Colômbia, onde vão apresentar pesquisas desenvolvidas nas escolas durante o 29º Encontro Nacional e 23º Internacional de Grupos de Pesquisa.

Os projetos abordam temas que vão da Física ao empreendedorismo feminino e mostram como a produção científica pode começar ainda na educação básica, a partir da curiosidade dos alunos e de questões presentes em suas próprias comunidades.

De Sapeaçu, no Recôncavo Baiano, o estudante David Cézar Araújo, do Centro Territorial de Educação Profissional do Recôncavo Jonival Lucas, viajou acompanhado da professora de Física Leila Maria Salomão. Ele representa uma equipe responsável por uma pesquisa que conecta a Teoria da Relatividade, o eclipse solar de 1919 e a literatura de cordel, aproximando ciência e cultura popular.

“Quando o estudante investiga, experimenta e cria, a Física ganha vida. Esta experiência fortalece a autoestima e revela o potencial da escola pública”, destacou a professora.

Já as estudantes Dailane Batista Santana e Yasmim Leite Nunes, de Alagoinhas, apresentam o projeto “Potência preta: vozes femininas no empreendedorismo juvenil”, desenvolvido sob orientação da professora Talia Moraes Lima. A pesquisa investiga as trajetórias e os desafios enfrentados por jovens negras empreendedoras, a partir de situações observadas pelas próprias alunas em seu território.

“A gente descobre novos lugares, amplia nosso mundo e percebe que é possível sonhar”, contou Yasmim sobre a oportunidade de participar do encontro internacional.

Para a professora Talia, que também foi aluna da rede pública, acompanhar as estudantes nessa experiência tem um significado especial. “Sou fruto da escola pública. Conheci Salvador por meio dela e, hoje, vejo minhas alunas chegando à Colômbia. A educação continua abrindo portas.”

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