Modelos baianas desfilaram para Dior, Balenciaga, Lacoste e outras grifes na temporada internacional de moda

Modelos baianas desfilaram para Dior, Balenciaga, Lacoste e outras grifes na temporada internacional de moda

Redação Alô Alô Bahia

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Gabriela Cruz para Alô Alô Bahia

Reprodução / Redes sociais

Publicado em 09/10/2026 às 14:56

De Ribeira do Pombal à abertura do desfile da Lacoste, de Irecê à passarela da Dior: a temporada internacional de moda teve sotaque baiano. Josefa Santos e Amanda Nascimento estão entre as modelos do estado que cruzaram o circuito de desfiles, ao lado da soteropolitana Yasmim Cunha, que estreou na Balenciaga e também desfilou para a Alaïa, em Paris.

Entre primeiras temporadas e agendas de quem já construiu carreira no exterior, 11 modelos baianas estiveram nos desfiles de Nova York, Londres, Milão e Paris. Na capital francesa, o calendário de primavera/verão 2027 ocupou as passarelas entre 28 de setembro e 6 de outubro.

Josefa Santos, de 22 anos, hoje mora em Paris. Descoberta em 2022 durante uma visita da diretora da Model Club Agency, Mônica Mota, a uma escola de Ribeira do Pombal, ela chegou à temporada com uma agenda que incluiu Calvin Klein, Altuzarra, Khaite, Magda Butrym, Sportmax e Dolce & Gabbana. Em Paris, além de abrir o desfile da Lacoste, desfilou para Saint Laurent, Acne Studios, Chloé, Loewe, Victoria Beckham, Jean Paul Gaultier e Sacai.

Para Yasmim Cunha, o caminho até a passarela começou longe de um casting. Ela nunca havia pensado em ser modelo quando foi descoberta por Mônica na Praia da Barra, em Salvador, em 2 de fevereiro de 2025. Sua estreia na Balenciaga aconteceu em regime semi-exclusivo, que a liberava para trabalhar com outras marcas depois da apresentação. Foi o que aconteceu com sua participação no desfile da Alaïa.

Amanda Nascimento cresceu ouvindo do tio que poderia seguir a profissão. A jovem de Irecê procurou a Model Club, passou pela preparação e acumulou trabalhos na Argentina, Austrália, Espanha e Inglaterra antes de estrear na semana de moda parisiense pela Dior. A temporada também teve um desfile para a Mugler.

Já Luma Vitória fez o percurso de Pernambués, em Salvador, para Nova York, onde vive atualmente. Com carreira consolidada, trabalhou nesta temporada para Calvin Klein, Ulla Johnson, Alberta Ferretti, Balmain, Carven, Loewe, Valentino e Jean Paul Gaultier.

Londres é a base de outras três profissionais. A soteropolitana Anita Pozzo, que começou sua formação como modelo em 2017, desfilou para Alaïa, Jean Paul Gaultier e Situationist.

Bruna, de 22 anos, natural de Santa Terezinha, integrou as apresentações de Ralph Lauren e Sportmax. Sua descoberta aconteceu a partir de uma foto publicada nas redes sociais de uma amiga.

Também residente na capital britânica, Beatriz Santos é de Maraú e já sonhava em ser modelo quando chegou à agência pelas redes sociais. Com um ano de atuação internacional, participou dos desfiles de Diesel, Francesco Murano, Polo Ralph Lauren e Grounds.

A passarela da Giorgio Armani reuniu duas baianas: Ana Cardoso e Celine Silva. Ana, de Santo Antônio de Jesus, foi descoberta em uma escola em 2023 e hoje divide sua rotina profissional entre São Paulo, Milão e Paris. Celine, de Sapeaçu, fez sua estreia internacional pela marca italiana e também desfilou para a Polo Ralph Lauren.

O Carnaval de Salvador de 2024 marcou o início da trajetória de Letícia Bitencourt, descoberta quando ainda era menor de idade. Nesta temporada, a soteropolitana estreou no circuito internacional em Paris, com trabalhos para Mossi e Akok.

Thaina Brito também fez sua primeira temporada internacional na capital francesa. Descoberta em Simões Filho pela fotógrafa Patrícia Vasconcelos, foi apresentada a Mônica e passou por dois anos de preparação antes de desfilar para Yohji Yamamoto e Asparagus.

As 11 profissionais têm suas carreiras acompanhadas pela Model Club Agency, sediada na Bahia. Ao comentar as diferentes origens das modelos, entre Salvador e municípios do interior do estado, Mônica resume o olhar que orienta a busca por novos nomes:

“Eu acredito profundamente que o talento não tem CEP”.

 

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