Aos 80 anos, morre tio de Guilherme Boulos após ser atropelado durante discussão de trânsito em SP

Aos 80 anos, morre tio de Guilherme Boulos após ser atropelado durante discussão de trânsito em SP

Redação Alô Alô Bahia

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Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Publicado em 06/10/2026 às 13:51

O dentista Carlos Boulos, tio de Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, morreu aos 80 anos na madrugada desta terça-feira (6), após ser atropelado durante uma discussão de trânsito em São Paulo. Ele estava internado no Hospital das Clínicas desde a noite do último sábado (3), quando foi atingido na Avenida 23 de Maio, na região central da capital paulista.

Segundo a Polícia Civil, Carlos desembarcou de sua caminhonete após uma discussão com o motorista de um veículo que seguia atrás e foi tirar satisfação com ele. O condutor teria, então, avançado deliberadamente com o carro contra o dentista, que caiu, bateu a cabeça e sofreu ferimentos graves.

O atropelamento foi registrado em vídeo por uma pessoa que estava logo atrás dos veículos. Duas testemunhas também acompanharam a ocorrência. As imagens ajudaram a polícia a identificar a placa do automóvel.

Inicialmente, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o motorista havia fugido e estava sendo procurado. Posteriormente, porém, ele se apresentou à Polícia Civil, prestou depoimento e foi liberado. Não houve prisão em flagrante.

O caso é investigado pelo 5º Distrito Policial (Aclimação), e o motorista foi indiciado por homicídio doloso, quando há intenção de matar. “A autoridade policial trabalha para concluir o inquérito e encaminhá-lo ao Poder Judiciário”, informou a SSP-SP.

A defesa do motorista, representada pelo advogado Natan Tolintino, sustenta uma versão diferente. Segundo o advogado, o homem tentou deixar o local por se sentir ameaçado e para proteger a esposa, o filho e a si próprio. A defesa afirma que ele não teve intenção de atingir Carlos e que essa versão seria corroborada pelos depoimentos de familiares.

O advogado também afirmou que a dinâmica do atropelamento deverá ser esclarecida a partir das imagens, da perícia e dos demais elementos reunidos durante a investigação. “O caso ainda está sendo apurado e é precipitado afirmar, neste momento, que houve intenção de matar”, afirmou o advogado.

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