O preço médio dos imóveis residenciais anunciados para venda em Salvador subiu 10,38% nos últimos 12 meses, segundo o Índice FipeZAP de setembro de 2026. No acumulado deste ano, a valorização chega a 7,73%, enquanto apenas em setembro os preços avançaram 0,44%.
Com o movimento, o preço médio do metro quadrado na capital baiana chegou a R$ 8.691. O levantamento considera 34.879 anúncios de imóveis residenciais registrados em setembro e acompanha os valores anunciados para venda, e não necessariamente os preços efetivamente fechados nas transações.
Entre os bairros e regiões mais representativos na composição do índice, a Barra aparece com o maior preço médio, de R$ 13.444 por m², seguida pelo Caminho das Árvores, com R$ 11.447, e Ondina, com R$ 11.165. Na sequência aparecem Rio Vermelho, com R$ 10.279, e Brotas, com R$ 10.032 por m².

O levantamento também mostra diferenças importantes no ritmo de valorização dessas regiões. Em 12 meses, o preço médio do m² avançou 18,4% em Brotas, 15% na Barra, 15% no Itaigara, 13,9% em Ondina, 13,8% na Graça, 9,6% no Rio Vermelho, 7,8% em Pernambués, 6,7% no Caminho das Árvores, 5,9% na Pituba e 4,4% no Imbuí.
O desempenho de Salvador também chama atenção quando comparado ao conjunto das capitais monitoradas pelo FipeZAP. No acumulado de 2026, a capital baiana registra alta de 7,73%, acima da variação de 4,04% do índice nacional. Em 12 meses, a alta de Salvador chega a 10,38%, enquanto o índice geral das cidades acompanhadas alcança 5,51%.
Em setembro, entretanto, o avanço mensal de Salvador, de 0,44%, ficou abaixo do registrado por algumas das principais capitais. Fortaleza teve alta de 1,67%, Vitória de 1,63% e Recife de 1,49% no mesmo período. Ainda assim, Salvador manteve trajetória de valorização, sem registrar queda no mês.
O Índice FipeZAP é calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) com base em anúncios de imóveis publicados nos portais do Grupo OLX, incluindo Zap, Viva Real e OLX. O índice residencial acompanha apartamentos prontos anunciados para venda em até 56 cidades brasileiras, entre elas 22 capitais.