Uruguai lidera ranking de melhores destinos para aposentados em 2026; veja lista

Uruguai lidera ranking de melhores destinos para aposentados em 2026; veja lista

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 30/09/2026 às 21:40

Uruguai, Ilhas Maurício e Espanha aparecem no topo do ‘Retirement Index Global 2026’, levantamento que avalia países considerados atrativos para aposentados que desejam viver com recursos provenientes de pensões, poupanças e outras formas de renda passiva. Costa Rica e Portugal completam as cinco primeiras posições do ranking.

O estudo foi divulgado nesta quarta-feira (30) pela Global Citizen Solutions, consultoria especializada em planejamento de residência e cidadania. O índice analisou 46 programas de vistos voltados a aposentados e pessoas com renda passiva em diferentes países.

A avaliação considera cinco critérios: qualidade de vida, mobilidade e cidadania, tributação, processo de obtenção do visto e custos.

Uruguai aparece em 1º lugar

O Uruguai ocupa o primeiro lugar do Retirement Index Global 2026, com 99,90 pontos, e apresenta desempenho consistente nos diferentes critérios avaliados pelo estudo. Entre os atrativos apontados estão a possibilidade de residência por meio do Acordo de Residência do Mercosul, a proximidade com o Brasil e a afinidade linguística.

O programa uruguaio prevê residência permanente diretamente, sem a necessidade de uma etapa temporária, além de permitir a inclusão de familiares. O relatório também destaca a exigência de comprovação de renda mensal de US$ 1.700, cerca de R$ 8.800, e a possibilidade de solicitar a cidadania após três anos para pessoas casadas e cinco anos para solteiros.

No aspecto tributário, o país adota um regime de tributação territorial e, segundo o levantamento, a chamada “Tax Holiday 2.0”, prevista na Lei 20.446, permite a isenção de determinados rendimentos de capital de fonte estrangeira por até 11 anos.

Brasil aparece em 15º lugar

O Brasil ocupa a 15ª posição e se destaca no levantamento pela agilidade do processo de residência. De acordo com o relatório, o prazo estimado para concluir o procedimento varia de três a cinco meses, colocando o país entre os programas mais rápidos avaliados.

Para solicitar a residência com base no programa voltado a aposentados, é necessário comprovar uma renda mensal de pelo menos US$ 2.000, o equivalente a cerca de R$ 10,4 mil. A modalidade também possibilita a inclusão de pais dependentes, aspecto considerado pelo estudo na análise das regras de composição familiar.

O Brasil também aparece entre os cinco primeiros colocados em duas categorias específicas: facilidade para obter uma segunda cidadania e possibilidade de realizar uma mudança internacional acompanhado da família.

Apesar desses resultados, o sistema tributário brasileiro pesa negativamente na avaliação. O relatório aponta que Brasil e Chile adotam a tributação sobre a renda mundial de seus residentes, enquanto países como Costa Rica e Paraguai utilizam modelos de tributação territorial, considerados mais favoráveis nesse critério.

Veja o ranking dos 15 primeiros:

  1. Uruguai – 99,90
  2. Ilhas Maurício – 99,80
  3. Espanha – 99,60
  4. Costa Rica – 99,50
  5. Portugal – 99,30
  6. Paraguai – 98,20
  7. Letônia – 98,00
  8. Andorra – 97,80
  9. Itália – 97,20
  10. Grécia – 95,90
  11. Chile – 94,70
  12. Nova Zelândia – 93,60
  13. Áustria – 92,20
  14. Albânia – 91,70
  15. Brasil – 91,40

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