Outubro Rosa ganha campanha nos estádios para incentivar atividade física contra o câncer de mama

Outubro Rosa ganha campanha nos estádios para incentivar atividade física contra o câncer de mama

Redação Alô Alô Bahia

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Divulgação/SBM

Publicado em 28/09/2026 às 16:14

O futebol será usado como plataforma de conscientização neste Outubro Rosa para reforçar a importância da atividade física na prevenção do câncer de mama. Em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) promove a campanha “A vida nos une. O cuidado nos move”, que busca ampliar o debate sobre os cuidados com a saúde da mulher para além do diagnóstico precoce.

A iniciativa terá ações nos estádios durante a primeira rodada do Brasileirão em outubro, com vídeos nos telões relacionando prevenção, saúde e prática esportiva. Ao todo, 220 mulheres que venceram o câncer de mama, selecionadas pela SBM, entrarão em campo. As partidas também terão uma bola rosa no gramado, enquanto a ex-jogadora da Seleção Brasileira Milene Domingues, recordista mundial de embaixadinhas, será a embaixadora da campanha.

“A associação entre esporte e prevenção ganha ainda mais força quando protagonizada por mulheres que têm no movimento e no condicionamento físico parte essencial de sua rotina. A iniciativa aproveita a visibilidade do futebol para levar a um público amplo a importância de incorporar hábitos saudáveis ao cotidiano”, afirma a mastologista Carolina Argolo, diretora nacional da SBM e coordenadora de Mastologia do Hospital Mater Dei em Salvador.

Milene Domingues é embaixadora da campanha

Segundo a entidade, a prática regular de atividade física está entre os hábitos relacionados à redução do risco de alguns tipos de câncer, incluindo o de mama. “O exercício contribui para o controle do peso corporal e está associado a mecanismos metabólicos e hormonais que podem influenciar o desenvolvimento da doença. Por isso, manter-se ativa é uma atitude de cuidado com a saúde que deve fazer parte da rotina”, explica Carolina.

A SBM também chama atenção para a relação entre obesidade e câncer de mama, considerando que mulheres com obesidade apresentam maior possibilidade de desenvolver a doença tanto na pré quanto na pós-menopausa. A atividade física, porém, não elimina o risco de câncer de mama. A doença é multifatorial e também está relacionada a fatores que não podem ser modificados, como idade, histórico familiar e características genéticas. Por isso, hábitos saudáveis devem estar associados ao acompanhamento médico e às estratégias de rastreamento indicadas para cada mulher.

O diagnóstico precoce continua sendo fundamental. Nódulo persistente, alterações no formato ou na pele da mama, retração do mamilo ou saída espontânea de secreção devem ser avaliados por um profissional de saúde. A mamografia, quando indicada de acordo com a faixa etária e o perfil de risco, permanece uma importante ferramenta para a detecção da doença em fases iniciais.

O câncer de mama é a neoplasia maligna mais incidente entre as mulheres no Brasil, responsável por 30% dos cânceres diagnosticados. Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), mais de 78 mil novos casos devem ser registrados por ano no triênio 2026-2028. A projeção representa cerca de 5 mil ocorrências anuais a mais em relação à estimativa para o período 2023-2025.

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