A Agência Nacional de Energia Elétrica anunciou nesta sexta-feira que a bandeira tarifária de outubro será verde. A mudança representa que não haverá cobrança adicional na conta de luz. Em setembro, estava em vigor a bandeira amarela, que acrescentava R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos.
A bandeira verde havia sido adotada entre janeiro e abril deste ano, diante de condições favoráveis para a geração de energia. Em maio, a Aneel acionou a bandeira amarela, que permaneceu nos meses seguintes.
Segundo a agência, a mudança ocorre em meio à transição entre os períodos seco e úmido em parte das principais bacias hidrográficas do país. O aumento das chuvas nas regiões Sul e Sudeste contribuiu para a recuperação e estabilização dos níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas.
Com a melhora nas condições de geração, será possível reduzir o acionamento de fontes de energia mais caras, como as usinas termelétricas. Dessa forma, os custos adicionais deixam de ser repassados aos consumidores por meio das bandeiras tarifárias.
Como funciona a bandeira tarifária
Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza as condições de geração de energia no país e os custos envolvidos para o Sistema Interligado Nacional (SIN).
A bandeira verde indica condições favoráveis e não gera cobrança adicional na conta de luz. Já as bandeiras amarela e vermelha representam custos maiores de geração e acrescentam valores à tarifa conforme o consumo.
Atualmente, os adicionais são:
- Bandeira verde: sem cobrança adicional;
- Bandeira amarela: R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos;
- Bandeira vermelha – Patamar 1: R$ 4,46 a cada 100 kWh;
- Bandeira vermelha – Patamar 2: R$ 7,87 a cada 100 kWh.
A bandeira definida para cada mês considera a previsão das condições de geração e a variação dos custos da energia elétrica no período.