Entenda a polêmica envolvendo Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida

Entenda a polêmica envolvendo Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida

Redação Alô Alô Bahia

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Gabriel Moura

Roque de Sá

Publicado em 25/09/2026 às 16:57

Flávio Bolsonaro negou nesta quinta-feira, 24, que tenha qualquer plano de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A informação ganhou força nas redes sociais ao longo do dia após um comentário feito no programa “Em Pauta”, da GloboNews. O canal posteriormente corrigiu a informação e pediu desculpas.

A associação surgiu após a circulação de interpretações sobre declarações recentes do candidato à Presidência e uma manifestação de bispos católicos da Amazônia. Em um vídeo divulgado nesta semana, os religiosos trataram de temas relacionados à soberania brasileira e às eleições. Nas redes sociais, parte das publicações passou a relacionar o conteúdo ao temor de que uma eventual mudança envolvendo a padroeira pudesse ser discutida durante o processo eleitoral.

O assunto ganhou novo impulso durante o “Em Pauta”, quando a comentarista Maria Cristina Fernandes mencionou uma suposta mobilização de evangélicos em torno de um projeto relacionado a Nossa Senhora Aparecida. Trechos do comentário circularam posteriormente fora de contexto e foram associados a Flávio Bolsonaro, embora a fala não atribuísse a ele a autoria de uma proposta.

O candidato reagiu ainda na quinta-feira, durante agenda em Minas Gerais. “Isso é uma grande mentira. Não tem pé nem cabeça. Não existe esse projeto”, afirmou. A declaração foi publicada após a repercussão das informações nas redes sociais.

A GloboNews fez uma correção durante a “Edição da Meia-Noite”, apresentada por Marcelly Setúbal, e reconheceu que a informação havia sido distorcida nas redes. O canal informou que a proposta citada não era atual e não tinha relação com Flávio Bolsonaro.

O projeto mencionado é o PL 2.623/2007, apresentado pelo então deputado federal Professor Victorio Galli. A proposta pretendia alterar a legislação que estabelece o feriado nacional de 12 de outubro, substituindo a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. A Câmara registra que o projeto foi arquivado e que o texto recebeu parecer pela rejeição na Comissão de Educação e Cultura antes do arquivamento.

O texto também argumentava que a alteração buscaria adequar a legislação à liberdade religiosa e ao princípio de Estado laico. Portanto, a proposta resgatada nas redes é de 2007, não está em tramitação e não foi apresentada por Flávio Bolsonaro.

A polêmica ocorre em meio à campanha presidencial de 2026 e depois de Flávio ter declarado, em outra ocasião, que, caso eleito, um de seus primeiros atos seria “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. Na mesma declaração, o candidato afirmou querer debater com quem não acredita em Deus. Flávio se declara evangélico da Igreja Comunidade das Nações.

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