Bernard Gilbert completou 100 anos, mas continua mostrando disposição para dançar. No último sábado (19), o centenário liderou mais de 200 pessoas em um flash mob no centro de Worcester, na Inglaterra, em uma ação para arrecadar recursos para a Alzheimer’s Research UK, instituição britânica que financia pesquisas sobre a doença.
Vestido com camisa vermelha e gravata branca, Bernard ficou à frente do grupo durante a coreografia ao som de “King of the Road”, clássico de Roger Miller. Os participantes acompanharam os movimentos do dançarino, que mantém a agilidade adquirida após décadas dedicadas à dança.
“Foi um evento maravilhoso e a multidão fez bem em conseguir me acompanhar”, brincou Bernard após a apresentação.
A relação do centenário com a dança começou de maneira inesperada. Aos 16 anos, em 1942, ele fraturou a perna durante uma partida de rúgbi. Embora o osso tenha se recuperado, os músculos continuaram comprometidos. Os médicos recomendaram exercícios e, posteriormente, sugeriram que ele experimentasse a dança.
Bernard não ficou convencido de imediato. Um amigo, porém, o levou a uma aula. O jovem permaneceu parado na porta até que a professora perdeu a paciência e pediu que ele entrasse ou fosse embora. Ele decidiu entrar e acabou transformando aquela experiência em uma atividade para a vida inteira.
Ao longo dos anos, Bernard aprendeu estilos como foxtrote e jive e, aos 74 anos, passou a dar aulas de dança. A decisão ocorreu após a morte da esposa, que também era sua parceira nos bailes.
Atualmente, Bernard vive na Fernhill House Care Home, em Worcester, onde continua dançando e envolvendo outros moradores nas atividades. Vídeos das apresentações feitas na casa de repouso alcançaram milhões de visualizações nas redes sociais, fazendo com que o centenário se tornasse conhecido na região.
“Eu amo dançar. Quando entro na pista, esqueço de tudo. Só me concentro no que estou fazendo. Isso me faz sentir vivo”, afirmou.
Para Bernard, a dança também exige concentração e memória. Ele explica que é necessário guardar os passos e acompanhar a sequência durante toda a música. Para a apresentação beneficente, integrantes do coral Got2Sing e moradores da casa de repouso ensaiaram quatro coreografias antes de se apresentarem juntos no centro de Worcester.
A apresentação terminou sob aplausos da multidão que acompanhou o flash mob.