Cobertura onde Elize Matsunaga matou marido está encalhada à venda por R$ 2,8 milhões

Cobertura onde Elize Matsunaga matou marido está encalhada à venda por R$ 2,8 milhões

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Heider Sacramento

Reprodução

Publicado em 21/09/2026 às 09:16

Uma cobertura de luxo em São Paulo carrega uma história que continua pesando sobre seu valor no mercado imobiliário. O imóvel onde Elize Matsunaga matou o marido, o empresário Marcos Matsunaga, em 2012, está anunciado por R$ 2,8 milhões, mas permanece sem comprador há cerca de 15 meses.

Localizada na Vila Leopoldina, na Zona Oeste da capital paulista, a propriedade tem 340 m² distribuídos em três andares, cinco suítes, quatro vagas de garagem e fica próxima ao Parque Villa-Lobos. A estrutura inclui ainda piscina privativa, churrasqueira, banheira de hidromassagem, armários e aparelhos de ar-condicionado.

Apesar do preço anunciado, um corretor ouvido pela Folha de S.Paulo estima que o imóvel possa valer aproximadamente R$ 3,5 milhões. Além da compra, porém, o futuro proprietário teria outras despesas: o condomínio custa cerca de R$ 6 mil por mês, enquanto o IPTU chega a R$ 19,3 mil por ano.

O histórico do endereço acabou se tornando um obstáculo para a negociação. Uma corretora contou que chegou a apresentar a cobertura a uma possível compradora sem saber o que havia acontecido no local. Quando descobriu o passado do imóvel, a cliente desistiu. “Essa cliente me ligou chorando, desesperada”, relatou a profissional, segundo a reportagem.

O crime aconteceu em maio de 2012. Elize matou Marcos com um tiro e, posteriormente, esquartejou o corpo. O caso ganhou enorme repercussão nacional e voltou a ser explorado em produções audiovisuais nos anos seguintes.

A corretora também explicou que existe orientação para que informações sobre crimes ocorridos dentro de imóveis sejam comunicadas aos interessados, já que a omissão desse tipo de dado pode gerar questionamentos e até pedidos de indenização.

Elize foi condenada em 2016 a quase 19 anos de prisão. A pena acabou reduzida posteriormente e, em 2022, ela passou ao regime de liberdade condicional.

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